Menino Henry
Menino HenryReprodução internet
Por O Dia
Rio - Uma notícia terrível abalou todos nós e vem causando comoção na internet. A morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto do menino, o vereador Dr. Jairinho, acusados de envolvimento na morte da criança. Após um mês de investigação, a polícia descobriu que Jairinho agredia o enteado, e a mãe do menino tinha conhecimento das agressões. Mensagens trocadas entre a mãe e a babá mostraram que o padrasto dava bandas, chutes e pancadas na cabeça de Henry, que morreu no último dia 8 de março.
Esse caso acendeu um alerta. Como identificar se nossas crianças estão sendo agredidas? E o que fazer nesses casos? Para entender como analisar o comportamento de uma possível vítima, a psicóloga Daniele Vanzan, que tem especialização em psicologia jurídica e experiência de quase 20 anos na área de terapia infantil, deixou dicas muito importantes que podem evitar tragédias como essa.
"Para identificar se o seu filho está sofrendo agressão, se ela for física, os pais podem observar os sinais físicos. Importante estar atento ao comportamento da criança. Alguns sinais podem indicar que ela está sofrendo agressão e para mostrar confiança e proteção é importante ouvir essa criança sem julgar, com muita calma. É muito difícil uma criança que está sendo agredida falar isso para alguém. É preciso mostrar que você está disposto a ajudar ela a resolver. Também é preciso muito cuidado com qual medida vai tomar, para evitar que o agressor puna ainda mais essa vítima. Ouvir sem julgar, dar afeto, acolhimento e denunciar", explica Daniele.
Na suspeita de que uma criança está sofrendo uma agressão é preciso fazer a denúncia ao conselho tutelar mais próximo. Basta ligar para o número 100. A denúncia é anônima. Além disso, se for uma emergência, amigos, vizinhos, parentes e qualquer pessoa também pode ligar para o 190.
Confira as dicas da psicóloga Daniele Vanzan:
- Observar hematomas, vermelhidões, arranhões, partes do corpo lesionadas com muita frequência;
- Alguns agressores tomam um cuidado para que as agressões sejam em lugares escondidos, o que dificulta que os pais percebam isso;
- Observar alterações no comportamento, queixas que ela possa apresentar como: dorzinha na barriga, medo de escuro, pesadelo à noite, passar a não confiar mais nas pessoas, começa a adoecer com frequência, doenças de pele, alergias que não curam nunca;
- Outro ponto são alguns problemas de fala. A criança passa a gaguejar, ter tiques, manias;
- Observar também a tristeza, a criança está mais raivosa, se isolando mais, dificuldades na escola, problemas de sono (dormir demais ou ter insônia);
- Prestar atenção na mudança no estado de humor da criança. Se ela era uma criança alegre, brincalhona, passar a ficar quietinha, tem algo de errado;
- Ficar atento aos hábitos e comportamentos da criança. Que tipo de brincadeira ela costuma fazer;
- Marcas físicas em excesso, terror noturno, fazer xixi na calça, vômito.
- Ao observar os sinais, procure ajuda também com terapeutas e psicólogos.
 
Denuncie!
Encerro a coluna de hoje, lembrando que é uma obrigação da sociedade proteger a criança e o adolescente. Portanto, em qualquer sinal de violência ou maus tratos denuncie aos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, podendo acionar também os serviços de disque-denúncia (Disque 100 ou 2253-1177).
Publicidade
BELEZA DA ALMA
"Me diz por que que o céu é azul. Explica a grande fúria do mundo" (Renato Russo)
Publicidade
Destaques da semana no programa 'Vem Com a Gente', na Band
Saúde:
sexo na pandemia, alergia a remédios, saúde do coração;
A história da renda
renascença, o aumento
do nascimento de gêmeos, limpeza da casa no
combate à covid;
Receitas:
água saborizada, torta mousse de amendoim;
Convidados:
Ângela Bismarck, Adriana
e a Rapaziada.
Você pode gostar
Comentários