Turfe registra crescimento de arrecadação no país

Expectativa do setor de cavalos para 2019 é chegar a R$ 258 milhões

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Jockey Club Brasileiro tem a maior arrecadação de apostas dos últimos 20 anos. PMU, empresa que gerencia o sistema de apostas, pretende expandir atuação em 2019
Jockey Club Brasileiro tem a maior arrecadação de apostas dos últimos 20 anos. PMU, empresa que gerencia o sistema de apostas, pretende expandir atuação em 2019 -

Rio - O ano de 2018 registrou a maior arrecadação do Jockey Club Brasileiro (JCB) com as apostas nas corridas de cavalo nas últimas duas décadas. Segundo a PMU Brasil, que faz a gestão e desenvolvimento das redes de distribuição de apostas, foram R$ 224 milhões. A marca reverte um histórico de desinteresse pelo turfe, que registrava queda anual de 10% até dezembro de 2015. A expectativa é fechar o ano com R$ 233 milhões.

"Essa recuperação será em passos ainda mais largos à medida em que a economia do país vai melhorando. O potencial é muito grande, pois o Brasil tem a quarta maior população de cavalos do mundo e o brasileiro gosto do animal e de esporte. O turfe tem tudo para crescer ainda mais", diz Joseph Levy, CEO da PMU Brasil, empresa que também é responsável pela produção e transmissão das imagens das corridas do JCB e gestão do sistema de apostas.

Segundo Levy, 75% do total arrecadado retorna para os apostadores. A diferença alimenta toda a cadeia produtiva do turfe, que envolve uma centena de profissões e especialidades, como jóqueis, tratadores, cavalariços, ferradores, instrutores de equitação, veterinários e seleiros. De acordo com a PMU Brasil, são 27 mil empregos diretos gerados no país com as corridas de cavalo.

ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO

Subsidiária da PMU França, a maior operadora de apostas hípicas da Europa e terceira maior do mundo, a PMU Brasil está há três anos em atuação no país. E atribui o aumento da arrecadação anual ao investimento em novos formatos para apostas e à criação de pontos de venda. Desde 2015, o número de locais de apostas saltou de 52 para 190 em todo o país, com um total de 30 mil apostadores ativos. Somente no Rio, são 96 pontos de venda.

"Nossa proposta é consolidar e desenvolver o mercado de turfe no país, trazendo a experiência da PMU França, que é uma empresa centenária e que contribuiu para o desenvolvimento socioeconômico de várias regiões da França. É o que queremos fazer no Brasil", destaca Joseph Levy, que dá um exemplo sobre o potencial para o desenvolvimento do turfe no Brasil, esporte que chegou a reunir 40 mil pessoas no JCB para assistir ao Grande Prêmio Brasil:

"Em Queimados, na Baixada Fluminense, há uma corrida de rua de cavalos que chega a reunir quatro mil pessoas todos os meses".

Segundo Joseph Levy, a estratégia de diversificação dos canais de apostas, em meios online, offline e mobile, também contribuiu para a arrecadação recorde este ano no Jockey Club Brasileiro, que representa 60% da oferta de corridas nacionais.

"Adotamos o conceito de omnichannel, integrando os pontos de venda offline e online, com possibilidade de apostas por telefone, pelo nosso site, por tablet e celular. Ainda modernizamos os locais de apostas, tornando-os mais atrativos para os apostadores, inclusive os jovens", diz Joseph Levy.

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