Cresce procura por profissionais digitais e inovadores

Mais de 24 mil vagas foram criadas na área da Indústria Criativa. Entre os cargos que se destacam estão designer de eventos, de moda e analista de pesquisa

Por Marina Cardoso

Designer de moda aparece na segunda posição do ranking. A variação percentual foi de 26%
Designer de moda aparece na segunda posição do ranking. A variação percentual foi de 26% -

Em meio à crise econômica e a alta taxa de desemprego, que atinge 12,7 milhões de brasileiros, duas áreas no mercado de trabalho se destacaram nos últimos anos. Segundo dados da 6ª Edição do 'Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil', da Firjan, houve um crescimento na procura por profissionais digitais e inovadores. Entre os cargos que se destacam nessas áreas, estão designer de eventos, designer de moda e analista de pesquisa de mercado que ficaram nas primeiras colocações. A pesquisa revelou que mais de 24,5 mil vagas foram criadas em todos o país entre 2015 e 2017.  

Lançado a cada dois anos, o levantamento avalia quatro áreas: Consumo (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade), Mídias (Editorial e Audiovisual), Cultura (Patrimônio e Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais) e Tecnologia (P&D, Biotecnologia e TIC). O levantamento considera o mercado de trabalho formal do país, com dados de 2017 fornecidos pelo Ministério do Trabalho, atualização mais recente disponível. A 6ª edição analisou as diferenças em relação ao biênio anterior (2013 a 2015) e a outros setores da economia.

Com a pesquisa, pôde se destacar alterações no perfil dos profissionais buscados pelo mercado de trabalho. O impacto da mudança do setor criativo no país representa aumento na procura por pessoal que atua na economia digital e com a melhoria da performance de produtos e serviços, com o objetivo de atender às exigências do consumidor.

Segundo gerente da Casa Firjan, Gabriel Pinto, os dados do mapeamento mostraram como as empresas estão atentas às mudanças e acompanhando a transição do mercado, por isso a necessidade em investir em profissionais mais ligados ao foco sobre o consumidor e a pesquisa de dados.

"Eles entenderam que para ter pistas eficientes e pela necessidade de compreender e conseguir se comunicar com o consumidor, eles precisam investir em profissionais que atuam nesses segmentos", afirma. 

Não é à toa que uma das profissões que ganhou destaque no levantamento do Estado do Rio foi o cargo de analista de pesquisa de mercado. A ocupação aparece na terceira posição do ranking, com 23,9%. Só fica atrás de designer de eventos (37,9%) e designer de moda (26%), que ocupam a primeira e segunda posições, respectivamente (confira no gráfico acima as profissões que tiveram destaque no Rio). O objetivo da área é ajudar as empresas e instituições a tomar as decisões corretas, baseadas em pesquisas e na análise de dados. 

A profissão de Thais Lopes, 32 anos, faz parte dessa estatística. A analista de pesquisa de mercado percebeu uma mudança na área onde atua. Para ela, as empresas estão se transformando e compreendendo a necessidade de contratar profissionais de dados.

"O mercado está aquecido, pois as empresas estão cada vez mais interessadas em entender seus clientes e identificar a necessidade deles", explica. 

OUTRO DESTAQUE

Outro segmento que se destacou na pesquisa foram profissões na área de prestação de serviços e produtos. Segundo Pinto, o levantamento mostrou crescimento em cargos que os profissionais estão se moldando para atender um mercado cada vez mais competitivo e exigente.

"Áreas como chefe de cozinha e designer de moda se destacam, pois a procura é por profissionais que ocupam cargos para crescimento de um melhor atendimento e na antecipação ao desejo do consumidor. Para isso, é necessário novos profissionais para criar novos produtos para atender esse consumidor em transformação", explica. 

A designer de moda Carolina Raposo, 23 anos, destaca que hoje um profissional desse cargo precisa estar por dentro de muitas áreas, além do que a que foi estudada. "O mercado está muito exigente. Em muitas vagas, é preciso ter experiência na área de Marketing, pois vai ser um diferencial e entender o que acontece nas redes", explica Carolina Raposo.

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