Supermercados apontam crescimento em 2018

Apesar de tímido, o aumento no faturamento tem relação com o estreitamento da relação entre lojas e indústrias do setor

Por O Dia

Empresários na entrevista coletiva que abriu a Super Rio Expofood
Empresários na entrevista coletiva que abriu a Super Rio Expofood -

O setor supermercadista do estado do Rio registrou faturamento de R$ 39,3 bilhões em 2018. O resultado representa crescimento de 1% em relação a 2017, segundo dados da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ). Apesar de tímido, o aumento foi saudado pelos empresários na entrevista coletiva que abriu a 31ª edição da Super Rio Expofood. O evento, que reúne as maiores marcas do varejo nacional, vai até amanhã, no Riocentro, na Barra.

Na coletiva, a Asserj divulgou ainda que o estado do Rio terminou 2018 com 4.864 mil lojas, que representaram 11% do faturamento nacional. Em relação aos empregos, foram registrados 184.711 mil empregos diretos no Rio — 1.792 a mais do que o verificado em 2017.

Para Fábio Queiróz, presidente da Asserj e vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados, o estreitamento das parcerias entre supermercados e indústrias é um dos fatores que proporcionaram a resiliência do segmento supermercadista.

"A estabilidade política a nível nacional e estadual, a tendência de crescimento da economia do país e uma maior atenção do poder público estadual em relação ao problema da segurança pública contribuíram para trazer mais confiança para o consumidor e para o empresário", destacou Queiróz.

No plano nacional, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou um faturamento total de R$ 355,7 bilhões em todo o país em 2018. A cifra representou 0,7% de crescimento na comparação com 2017, de acordo com a 42ª edição do 'Ranking Abras', elaborado em parceria com a Nielsen. O resultado representa 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

DESAFIOS NO VAREJO

Durante a entrevista, Fábio Queiróz comentou que os principais desafios do setor se referem aos avanços tecnológicos. "Os empresários precisam cada vez mais ter pessoas qualificadas em suas lojas para que sejam oferecidos novos formatos e experiências de compra ao consumidor, que está cada vez mais exigente", disse.

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