Paulo Guedes propõe 'nova CPMF' e alíquota única de 20% no Imposto de Renda e Bolsonaro reage

Economista anunciado como ministro da Fazenda do presidenciável do PSL fez as declarações a grupo de investidores; deputado reagiu no Twitter

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Depois de salientar que Carlos é o 'pitbull', Jair Bolsonaro avisou ainda que 'o importante é ele estar do meu lado'. E emendou: 'só de estar ao meu lado, ele já ajuda bastante'
Depois de salientar que Carlos é o 'pitbull', Jair Bolsonaro avisou ainda que 'o importante é ele estar do meu lado'. E emendou: 'só de estar ao meu lado, ele já ajuda bastante' -

São Paulo - O economista Paulo Guedes, que foi anunciado pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como seu ministro da Fazenda, caso vença as eleições 2018, propôs a criação de um tributo semelhante à extinta CPMF, caso o capitão da reserva assuma o Planalto. As declarações do economista a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter: "Chega de impostos é o nosso lema!", afirmou.

Guedes defendeu ainda uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas. A taxa também incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos.

O anúncio de sua provável reforma tributária, que ainda prevê a eliminação da contribuição patronal para a Previdência, foi feito em evento fechado e organizado pela GPS Investimentos, empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares.

A informação foi publicadas nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo

Em Bauru, no interior de São Paulo, o general Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.

A "nova CPMF" seria usada, segundo a reportagem, para financiar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A volta da contribuição chegou a ser cogitada no final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) como uma solução para cobrir o rombo no Orçamento, mas a proposta acabou sendo abandonada devido à falta de apoio no Congresso.