Ciro: neoliberalismo de Paulo Guedes 'instrumentaliza economicamente o fascismo'

Candidato do PDT participou de encontro no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em São Paulo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Ciro Gomes em encontro no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em São Paulo
Ciro Gomes em encontro no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em São Paulo -

São Paulo - O candidato do PDT à Presidência da República nas eleições 2018, Ciro Gomes, disse nesta quinta-feira que o neoliberalismo do economista Paulo Guedes, guru econômico da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) "instrumentaliza economicamente o fascismo". A declaração foi dada durante fala no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), em São Paulo, quando o pedetista criticou as políticas neoliberais propostas pela chapa adversária.

Embora tenha pregado contra o voto útil, Ciro disse que o eleitor "deve votar em quem considera melhor, mais preparado e que tem condições de vencer o nazismo, o extremismo e a violência militarizada e radicalizada - que é o grande perigo que paira sobre a nação brasileira".

Na última pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada há dois dias, ele aparece em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro, com 28%, e Fernando Haddad (PT), que aparece com 19%.

No levantamento do Datafolha, divulgado na madrugada desta quinta-feira, ele aparece com 13%, três pontos atrás do petista. Bolsonaro também aparece com 28% neste estudo. Nas projeções de segundo turno dos dois institutos, Ciro aparece na frente de Bolsonaro.

No IAB, Ciro também falou da incapacidade de investimento do País e da atuação de bancos privados e afirmou que o PT tem uma "a tendência conservadora" na economia - citando Henrique Meirelles, candidato à Presidência pelo MDB e ex-ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva, e o economista Marcos Lisboa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, também no governo Lula.