Haddad é 'mais fácil' de derrotar no segundo turno, diz Mourão

Candidato a vice também minimizou manifestações contrárias a Jair Bolsonaro no fim de semana

Por ESTADÃO CONTEÚDO

General Hamilton Mourão, vice-presidente do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL)
General Hamilton Mourão, vice-presidente do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) -

Brasília - O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), avaliou nesta segunda-feira que o presidenciável Fernando Haddad (PT) é o concorrente "mais fácil" de derrotar no segundo turno. "Eu acho que não tem mais fuga. Se o Bolsonaro não vencer no primeiro turno, o segundo será disputado com Haddad", disse. "É bom porque vamos capitalizar o sentimento que existe no País, que não quer a volta desse grupo à Presidência da República."

Ele deu essas declarações ao desembarcar em Brasília, onde visita a família. Na conversa com jornalistas, Mourão disse que, após a votação do dia 7, a tendência é a campanha buscar uma negociação com candidatos como Álvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) e atrair parcela do eleitorado de Geraldo Alckmin (PSDB).

Mourão avaliou que ainda há possibilidade de uma vitória da chapa no primeiro turno e relatou que teve encontro nesse domingo, no Rio de Janeiro, com Bolsonaro, que pediu para evitar declarações polêmicas. "Estou num silêncio obsequioso", disse Mourão. "Ele julgou que temos que manter a calma nesta semana", relatou. O candidato a vice reclamou que suas últimas declarações foram distorcidas. "É aquela história: eu sou sincero e as pessoas aproveitam."

Questionado sobre declaração de Bolsonaro, de que não aceitaria a derrota, Mourão disse que o candidato já voltou atrás. "Perdeu, perdeu. Se o Brasil voltar a eleger o Partido dos Trabalhadores, nós vamos ter incompetência, má gestão e corrupção", afirmou. "Isso será muito ruim para o País."

A uma pergunta sobre possíveis contestações no setor militar ao resultado das urnas, Mourão disse que não existe "nada" disso e as Forças Armadas estão "quietinhas" e "sob o comando de seus comandantes". "Olhe, não são as Forças Armadas que estão falando que querem tomar o poder. Isso é o Zé Dirceu que anda falando aí, que quer acabar com o Ministério Público. Imagine se eu falasse um negócio desses? E ninguém comenta."

Mourão minimizou a dificuldade da campanha de conquistar o eleitorado feminino e a série de protestos do movimento "Ele não" e ressaltou as carreatas pró-Bolsonaro. "As manifestações (do final de semana) mais ou menos se equivaleram", avaliou. Ele disse que começou a assistir ao debate de ontem dos candidatos na TV Record, mas foi "dormir" porque estava "muito ruim".