Urnas seguem sendo apuradas em Silva Jardim - Foto: Reprodução
Urnas seguem sendo apuradas em Silva JardimFoto: Reprodução
Por O Dia
Rio – O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, avaliou que as eleições tiveram saldo positivo, apesar do elevado número de abstenção neste segundo turno: 1.720.154 (35,45% dos eleitores).
"Uma eleição em um ambiente de pandemia poderia ser muito pior. E a pior solução seria não ter eleições. Essa é uma eleição possível, todos devem estar orgulhosos do trabalho que foi feito. Melhor ter abstenção alta do que não ter eleições. É o que poderia ser feito", argumenta ele, durante uma coletiva realizada na noite deste domingo. "Lamentavelmente, um número expressivo de pessoas não votaram, não que isso significa uma eventual desilusão. Há razão justa que é a saúde das pessoas e a segurança. Compatibilizar saúde, compatibilizar segurança com a democracia esse é o desafio. O resultado foi ótimo diante do que se tinha", completa.
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CASOS SUB JUDICE
No caso dos municípios de Campos dos Goytacazes e Petrópolis, cujos candidatos não podem ser proclamados eleitos antes de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cláudio Brandão de Oliveira disse que as decisões a respeito das candidaturas sub judice foram proferidas no âmbito do TRE-RJ e os recursos serão apreciados pelo TSE no mais curto espaço de tempo possível.
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"Nosso julgamento já foi feito, os recursos interpostos, mas não posso responder pelo TSE. Certamente darão prioridade aos processos envolvendo a chefia do poder executivo em razão do sistema majoritário", explica.
Brandão reforçou a questão logística dessas eleições, que foram um desafio enfrentado pela Justiça Eleitoral em razão da pandemia. "Tivemos que providenciar a distribuição de equipamentos de segurança para os 92 municípios do estado. Foram aproximadamente 13 carretas de equipamentos", lembra o presidente do TRE-RJ.
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SEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO
O desembargador agradeceu o trabalho dos mesários voluntários, servidores e juízes e também destacou a questão da segurança nas eleições.
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"A Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prestaram tanto no primeiro quanto no segundo turno um serviço muito eficiente. As pessoas que acreditaram que nos teríamos uma instabilidade muito grande na parte de segurança publica, essas pessoas se equivocaram. O que se observou foi, tanto no primeiro quanto no segundo turno, uma eleição absolutamente segura e tranquila. Os registros policiais que tivemos foram poucos e que não ultrapassaram, o que normalmente acontece, em eleições da magnitude das que temos no estado do RJ", comemora.