Por rafael.arantes

Rio - Não fale perto de um palhaço que o futebol brasileiro é um circo — você vai tirar o sorriso do rosto daquele que trabalha para nos trazer alegria. Após a virada de mesa que rebaixou a Portuguesa e manteve o Fluminense na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, alguns dirigentes definiram o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) como um grande circo, enquanto os torcedores chamaram estes mesmos cartolas de palhaços. Foi o suficiente para entristecer o saltimbanco Topetão, que não vê a menor graça no Tapetão.

“Tinha que ser respeitado o resultado de campo. O Fluminense teve sorte. A lei nesse caso o beneficiou e juntou com uma boa articulação de uma turma que conseguiu dar um jeito de tirar o time que da Segunda Divisão. Se é certo ou errado, é difícil dizer, mas deveria valer o que foi conquistado em campo”, opina Topetão, que afirma não ter um time do coração: “Sou todos.”

Topetão fez críticas ao tapetão do BrasileiroAlessandro Costa / Agência O Dia

UMA COISA É UMA COISA...

Ele aproveita para deixar bem clara a diferença entre a sua profissão e os bastidores do futebol, principalmente no Brasil: “No circo a coisa é mais séria. Precisamos de organização, trabalho, as pessoas se respeitam. Se aqui fosse como no futebol, aí sim estaria tudo perdido. No circo, qualquer dia, se estiver uma bagunça, nós vamos falar: ‘Isso aqui tá um futebol’. Quem paga a conta sempre é o palhaço. Os dirigentes têm muito o que aprender sobre organização com os palhaços”.

VIOLÊNCIA TIROU O SORRISO DO PALHAÇO

A briga entre as torcidas de Vasco e Atlético-PR, na última rodada do Campeonato Brasileiro, também chateou o palhaço Topetão. Primeiro pela violência, depois pela ignorância demonstrada por um dirigente.

“Eu estava assistindo ao jogo do Vasco pela televisão. E não bastasse o espetáculo deprimente que as crianças também estavam vendo, um dirigente do Vasco falou: ‘Isso aqui é um circo’. Ele está errado. Meu circo é valorizado, legalizado, tem organização. É uma coisa triste de se ouvir de um dirigente, que deve ter nível de uma faculdade e fala uma asneira daquelas. Ou então, ele nunca foi a um circo na vida, senão aprenderia e muito”, finaliza Topetão, cheio de estilo.

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