Por fabio.klotz

Estados Unidos - Um novo herói nasceu do fracasso. Mais forte, mais confiante. O pesado fardo de ter que defender o cinturão dos médios se foi com a invencibilidade de 17 lutas. Aos 38 anos, Anderson Silva soube tirar lições das mazelas. Não é mais garoto. A derrota para Chris Weidman, em julho, foi o choque que ele precisava para deixar de lado práticas pouco ortodoxas. A revanche contra o americano, neste sábado, em Las Vegas (EUA), é encarada com o sentimento de revanchismo que o duelo pede. Sem beijo nem brincadeiras, a promessa é de um combate explosivo no UFC 168, digno da grandeza do maior ídolo do MMA mundial.

Anderson Silva está pronto para encarar WeidmanDivulgação

“Tenho vontade de vencê-lo. Não porque eu desejo ter o cinturão de volta, mas porque eu desejo vencê-lo por uma questão pessoal, de revanche”, frisa Anderson, de forma sisuda e convicta.

Talvez o último do seleto grupo de ídolos do esporte que reparte com os fãs suas conquistas. Para ele, o cinturão dos médios é um bem brasileiro e a sua retomada é questão de honra, em que pese o fato de o rival ser um cara invicto em 10 lutas como profissional.

“Sempre dou meu melhor quando luto e sempre falo que o título não é meu, é um patrimônio brasileiro. Então, eu vou tentar recuperar esse patrimônio. Um novo Anderson está chegando, podem esperar”, afirma o mito.

A mudança começou de dentro para fora. O lado psicológico foi trabalhado à exaustão, mas sem esquecer das partes técnica e física.

“A derrota foi importante. Agora eu sou mais completo”.

Sem aliviar

A maior rivalidade do MMA feminino é outro ingrediente que transforma essa edição numa das mais aguardadas do ano. Campeã dos galos do Ultimate, Ronda Rousey coloca seu cinturão em disputa contra a arquirrival Miesha Tate. As duas técnicas do reality show TUF 18 já se enfrentaram no extinto Strikeforce, em 2012, e a colecionadora de braços Rousey finalizou a adversária no primeiro round.

Tibau busca novas marcas e um lugar no Top 10

Brasileiro que mais pisou no octógono do UFC, Gleison Tibau enfrenta Michael Johnson para ampliar sua marca histórica e tem como objetivo entrar no top 10 dos leves em 2014. Aos 30 anos, o potiguar está confiante em anular o jogo do adversário.

“O Johnson é duro, mas sou melhor. Ele é bom no boxe, é rápido, tem um bom wrestling, mas confio em mim nessas áreas, além do meu jiu-jítsu. Isso fará a diferença. Se for para o chão, vou finalizar”, disse Tibau.

“Estou feliz por realizar minha 21ª luta no UFC e quero fechar o ano com grande vitória”, completou.

Além de Tibau e Spider, outros três brasileiros estarão em ação. Diego Brandão mede forças com Dustin Poirier, Fabrício Morango pega o duro Jim Miller, enquanto o ex-TUF Brasil 2 William Patolino enfrenta Bobby Voelke.

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