Por pedro.logato

Rio - Em sua sexta visita às instalações para a Rio 2016, a Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional mostrou preocupação com algumas das metas prometidas pelo governo brasileiro para a realização dos jogos. A definição do orçamento de cada ente foi cobrada pelo grupo, que pediu detalhamento das responsabilidades de cada ente — municipal, estadual e federal. A declaração foi dada pela presidente da comissão, a marroquina Nawal El Moutawakeem.

Segundo ela, no dia 27, haverá uma reunião “crucial” do governo brasileiro com autoridades relacionadas à organização das olímpiadas para definir a Matriz de Responsabilidades. O documento detalha os gastos públicos de cada esfera do poder. Além do orçamento, vai estabelecer as responsabilidades em relação à segurança e instalações de apoio do evento.

Governo brasileiro vem sendo cobrado por COIAgência Brasil

Diretor-executivo da comissão, Gilbert Felli avaliou a imprortância da reunião: “É preciso ter definições, para evitar atrasos nas decisões que possam comprometer os prazos para os projetos. Confiamos e estamos certos que o governo está se esforçando, mas a responsabilidade de cada ente tem de ser definida o mais rápido”, alertou.

Apesar de afirmar que acredita no esforço do governo brasileiro na despoluição da Baía de Guanabara — o Estado prometeu alcançar 80% do tratamento do esgoto lançado ali —, o grupo admitiu que monitora a qualidade da água, por onde velejarão os atletas que competirem a modalidade. “Nós não nos perdoareamos se algo acontecer com os atletas”, disse a presidente da comissão, a marroquina Nawal El Moutawake.

Questionados sobre a segurança no Rio — em decorrência dos ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Zona Norte — , Nawal El Moutawakel, declarou que o COI acredita na política de pacificação implementada pelo Estado. Disse ainda estars egura do empenho das três esferas governamentais para garantir os jogos.

“Estamos tristes com o que aconteceu, mas acreditamos que os jogos estarão seguros. Isso é prioridade para nós e o para o Brasil”, argumentou Nawal.

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