Caçadores de sonhos olímpicos: a esperança de Anderson Varejão

A exatos 700 dias da Olimpíada, O DIA inicia série com sete atletas que perseguem a consagração em casa

Por fabio.klotz

Anderson Varejão mostra fé em conquistar medalha na Olimpíada do RioGaspar Nobrega / Inovafoto

Rio - Ter esperança é ter fé. Acreditar que algo é possível mesmo quando há indícios de que possa dar errado. A ambição alimenta a alma e faz ir mais longe. Contra o tempo ou rivais, não há nada mais gratificante do que superar limites. O ouro olímpico é objeto de cobiça e está no fim do arco-íris dos Jogos do Rio, em 2016. No entanto, há bem mais em disputa: orgulho, reconhecimento, honra... De hoje a quarta-feira, O DIA traz série em sete capítulos com os "Caçadores de Sonhos" que vão brilhar daqui a 700 dias. São histórias contagiantes, como a de Anderson Varejão. Aos 31 anos, o ala-pivô do Cleveland Cavaliers, da NBA, empresta seu talento à Seleção de basquete e espera que o grupo tarimbado possa atuar como uma família que respira Olimpíada. Memórias de garoto, esperança de campeão.

“A lembrança de infância que tenho dos Jogos Olímpicos é a de juntar a família e assistir em casa a todas as competições. Sou um apaixonado por esportes. Todos da família gostam muito, sempre praticaram e foram incentivados a isso. Então, era o programa preferido à frente da TV: torcer pelos brasileiros”, recorda.

O sonho de infância, em Colatina, no Espírito Santo, materializa-se diante dos olhos do maduro ala-pivô. A responsabilidade bate à porta e nem o fato de ainda não haver uma definição sobre se o país-sede terá ou não vaga preocupa. Varejão está preparado. A prova disso é o bom desempenho na Copa do Mundo de basquete, na Espanha, com classificação assegurada à segunda fase.

“Prefiro encarar essa pressão como um fator motivacional. Vamos disputar a competição mais importante de nossas carreiras em casa, com nossas famílias, amigos, diante do nosso povo. O que pode ser mais motivante? É mais do que um sonho”, analisa.

Anderson Varejão é um dos craques do Brasil na Copa do Mundo Gaspar Nobrega / Inovafoto

A medalha de ouro no Rio é algo quase inatingível no esporte dominado atualmente por Estados Unidos e Espanha. No entanto, o pódio é uma real possibilidade.

“Esse é o objetivo. É brigar por uma medalha, é lutar por um pódio. Importante para o crescimento da modalidade no Brasil, para o basquete recuperar a autoestima”, declara. Que a esperança do ídolo se vista de verde e amarelo e possa reluzir como ouro.

1 - Enfim, todos os jogadores da NBA foram liberados e estão com a Seleção. Isso faz do grupo atual o mais forte das últimas décadas?

"Temos um grupo muito forte, é verdade, que joga junto há alguns anos e, além de entrosamento, tem comprometimento e grande amizade. Todo mundo aqui gosta de estar junto, de atuar junto, tem prazer em jogar basquete."

2 - Como você analisa a manutenção de Rubén Magnano na Seleção de um ciclo olímpico para o outro?

"Magnano é um dos melhores técnicos do mundo. Não preciso ficar aqui enumerando conquistas, números e qualidades dele. Sequência de trabalho é fundamental para resultados e ele está tendo tranquilidade e estabilidade para fazer um excelente trabalho."

3 - A Olimpíada do Rio pode representar o desfecho desta geração. Vocês sentem que é a hora de eternizar o nome na história do basquete brasileiro?

"Queremos, sim, levar o Brasil de volta ao pódio, levar a Seleção a resultados expressivos, e queremos que isso aconteça já na Espanha. Vamos lutar com todas as forças. Ainda falta um pouco para 2016..."

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