Rio - A seleção brasileira de Dunga tem uma norma de conduta a ser seguida em cartilha distribuída aos jogadores convocados nestes três meses de trabalho do técnico. Entre as regras, há a proibição do uso de bonés, brincos, correntes e chinelos em ambientes comuns nas concentrações. A informação foi publicada pela primeira vez no jornal "Folha de S. Paulo" desta quinta-feira.
Sem jogadores do Brasileirão, Dunga convoca Seleção com novidades
"Quando eu comecei a jogar na seleção brasileira já existia esse regulamento interno. Deve ter bem antes de eu nascer. A gente colocou alguns novos itens, que surgem a cada dia. Não tem penalização. Cada um é responsável por seus atos, e dependendo do ato, vai ter ou não uma punição", disse Dunga após a convocação desta quinta-feira para os amistosos contra Turquia e Áustria em novembro.
'Não podemos colocar um grupo fechado', diz Dunga após convocação
Entre os itens da cartilha, há também a sugestão de que jogadores não usem celulares e outros aparelhos eletrônicos durante preleções e refeições. Há também o pedido para que os atletas só deixem a mesa do jantar depois que o capitão da equipe levantar. O capitão de Dunga tem sido Neymar, um dos que mais fez uso de bonés durante a Copa do Mundo. Era comum também ver os jogadores de chinelos na Granja Comary, em Teresópolis, durante o torneio.
"Na nossa família, a gente tem condutas para a boa harmonia. Vivemos com pessoas de vários lugares. Só ressalvo que não é proibido, só sugerimos algumas coisas de bom convívio. Não é uma cartilha, não é algo disciplinar. É organização. O torcedor brasileiro queria isso", disse o técnico.
Gilmar Rinaldi, coordenador da seleção, disse em sua primeira entrevista coletiva no cargo, em agosto, que o que mais o tinha chamado atenção negativamente na derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa, foi o boné que todos os jogadores utilizaram para homenagear Neymar, que lesionado não jogou a partida. Sobre a cartilha, disse que a CBF apenas segue o que outras empresas fazem.
Novidade de Dunga, Luiz Adriano revela interesse em defender Ucrânia em 2013
"É uma empresa que tem que ter suas regras, assim como toda empresa tem. Já existia uma regulamento interno, peguei isso com o Dunga, conversamos muito até com alguns jogadores. Algumas coisas são importantes. Colocamos isso aos jogadores, bem explicado, com nível muito bom. E percebemos que eles estavam querendo esses limites para saber até onde podem ir", disse.
O lateral-direito Maicon, cortado após o primeiro amistoso de Dunga, contra a Colômbia, em Miami, foi o primeiro a ser punido por não respeitar as novas regras da seleção brasileira. Ele chegou atrasado ao hotel da equipe após um dia de folga.





