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A ressurreição de Falcão no Sport

Depois de longo tempo sem comandar uma equipe, técnico fez bela campanha no returno do Brasileirão

Por pedro.logato

Pernambuco - O Campeonato Brasileiro de 2015 marca a ressurreição de um treinador: Paulo Roberto Falcão, que encerrou a temporada no comando do Sport, clube pelo qual alcançou aproveitamento de 66,6% dos pontos. O desempenho o deixa em segundo lugar no ranking dos técnicos, atrás apenas de Tite, campeão com o Corinthians depois de campanha espetacular.

Um dos jogadores mais talentosos da história do futebol brasileiro, Falcão desfilou sua categoria entre 1973 e 1986 por Internacional, Roma e São Paulo e fez parte da inesquecível seleção brasileira na Copa de 1982. Em 1991, iniciou a carreira de técnico justamente no comando da Seleção, mas não se firmou. Depois, teve passagens sem destaque pela seleção japonesa, América do México, Internacional e Bahia.

Falcão teve ano positivo no SportDivulgação

Sem treinar uma equipe desde 2012, quando deixou o clube baiano, ele se dedicou à carreira de comentarista. Em setembro, após a saída de Eduardo Baptista para o Fluminense, assinou com um Sport que vinha despencando na tabela e conseguiu implementar seu estilo de futebol ofensivo. Falcão melhorou a média de gols em relação à da equipe comandada por Baptista (1,54 contra 1,33) e viu o time bater os três primeiros colocados do Brasileiro.

Ao fim da competição, o treinador não escondia a felicidade pelo ótimo desempenho à frente do Sport. Disse estar muito feliz pela campanha do time pernambucano, a melhor de um clube do Nordeste nos pontos corridos.

Outros destaques do Brasileiro em termos de aproveitamento foram o eterno auxiliar do São Paulo, Milton Cruz, que em 10 jogos conseguiu ser melhor que o badalado Juan Carlos Osorio. No Santos, Dorival Junior pegou um time que tinha conquistado só 27,7% dos pontos com Marcelo Fernandes e encerrou o campeonato em sétimo, com 61,5%.

Na parte de baixo da tabela, o Coritiba deve sua permanência na Primeira Divisão a Pachequinho. O ex-jogador alcançou 66,6% de aproveitamento nos quatro jogos em que dirigiu a equipe. Seus antecessores, Marquinhos Santos e Ney Franco, obtiveram 38,2% e 16,6% dos pontos.

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