Por bferreira

Espanha - Paulo Henrique Ganso não atuava desde 4 de janeiro. E, nesta sexta-feira, ele precisou de apenas três minutos para marcar e mostrar que lideraria o Sevilla na tranquila vitória sobre o Granada, em casa, por 2 a 0, pelo Campeonato Espanhol. O segundo gol do jogo também foi anotado pelo meia brasileiro.

Ganso marcou duas vezes contra o GranadaEFE

A boa atuação de Ganso - e coletiva do Sevilla - manteve a equipe na quarta colocação do Campeonato Espanhol, com 65 pontos, mesma pontuação do Atlético de Madrid, que é terceiro e enfrenta o Espanyol no sábado. Já o Granada é penúltimo, com 20 pontos, e está cada vez mais próximo do rebaixamento.

Mais importante do que o triunfo, porém, foi o vislumbre de bom futebol que o técnico Jorge Sampaoli pôde notar no meia brasileiro. Contratado do São Paulo no início da temporada, Ganso teve inúmeras atuações fracas e foi perdendo espaço no elenco. Foram apenas 12 jogos - oito como titular - e um gol. Até esta sexta-feira.

Depois de ser substituído no jogo de 4 de janeiro, contra o Real Madrid, pela Copa do Rei, Ganso não havia mais entrado em campo. E, após ganhar uma chance, logo aos três minutos, ele deu bom passe para Jovetic, que invadiu a área, levou à linha de fundo e devolveu para o brasileiro finalizar com precisão.

O Sevilla dominava a partida e Ganso, ao lado de Jovetic, movimentava-se muito e comandava o ritmo do time. O brasileiro, inclusive, contrariando a uma crítica costumeira em sua carreira, não fica centralizado no meio-campo e chegava bastante dentro da área.

E foi justamente assim que ele marcou o seu segundo gol. Depois do Sevilla desperdiçar inúmeras chances na etapa inicial, Ganso recebeu cruzamento rasteiro dentro da pequena área e só empurrou para as redes, logo no primeiro minuto da etapa inicial.

O meia brasileiro ainda criou duas boas oportunidades - em finalizações da entrada da área - e acabou substituído já no fim da partida. Resta saber não apenas se ele convenceu Sampaoli, como também se o treinador não deixará o Sevilla para assumir o comando da seleção argentina.

Com informações do Estadão Conteúdo

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