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Tite minimiza críticas após empate e pede Seleção 'mais agressiva' na terça

O treinador ainda manifestou seu apoio a Coutinho, que vive má fase e é questionado tanto no Barcelona quanto na Seleção

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Pressionado pelo título, Tite diz que sabe lidar bem com as críticas
Pressionado pelo título, Tite diz que sabe lidar bem com as críticas -

Portugal - O técnico Tite mostrou não ter se incomodado com as críticas feitas à seleção brasileira pelo empate por 1 a 1 diante do Panamá, sábado, em Portugal. O treinador admitiu que a equipe ficou devendo em seu desempenho e prometeu mudanças para o duelo desta terça diante da República Checa, em Praga.

"Todas as críticas que têm caráter técnico, tático, físico e emocional eu não tenho que contrapor. São pontos de vista, visões, e a gente tem que saber conviver com isso. Os atletas não jogam pelo técnico, jogam pela seleção, pelo Brasil. Quando tira o viés daquilo que é importante, acho arriscado. Ele joga por orgulho pela seleção, prazer da satisfação profissional", apontou nesta segunda.

Contra o Panamá, a seleção brasileira sofreu para criar jogadas e dependeu de um cruzamento de Casemiro, que Lucas Paquetá completou com estilo, para marcar seu único gol. Por isso, a principal mudança que Tite quer observar na equipe é uma "agressividade maior".

"Quero agressividade maior, a busca maior. Talvez menos de organização, mas buscamos esse ímpeto. Em termos de organização, o mecanismo do meio de campo se ajusta. Também por uma opção nossa, evitamos convocações de atletas em momentos decisivos. Então, é um processo de construção", apontou.

Tite indicou que escalará a seleção com seis mudanças, sendo que nenhuma delas acontecerá no setor ofensivo. Entrarão na equipe Alisson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro e Allan, enquanto Casemiro, Paquetá, Philippe Coutinho, Richarlison e Roberto Firmino serão mantidos.

"O processo ofensivo de criação que colocamos é mais difícil de acontecer, precisa de improviso. Esse é o momento de dar oportunidade, de repetir Coutinho e Paquetá, de repetir Firmino e Richarlison, para manter uma certa coerência na estrutura da equipe", explicou.

O treinador ainda manifestou seu apoio a Coutinho, que vive má fase e é questionado tanto no Barcelona quanto na seleção. "Corro todos os riscos, inclusive esse (escalar Coutinho). Esses riscos, essa pressão, são inevitáveis no cargo. O que tem de ter é coerência. E coerência nesse caso é dar trabalho a ele, repetir a formação e dar tempo. Futebol é fundamentalmente na prática, no exercício, repetição."

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