Lucas Chumbo e Carlos Burle - Divulgação
Lucas Chumbo e Carlos BurleDivulgação
Por O Dia
Rio - O surfista de ondas gigantes Lucas Chumbo decidiu carimbar o passaporte para o Big Brother Brasil desse ano e encarou o desafio de ficar confinado no maior reality show da televisão brasileira. A decisão não foi fácil já que a vida de atleta exige treinamentos constantes e muita disciplina. Diversos fatores pesaram, mas uma opinião foi decisiva. É aí que entra o Bi campeão mundial de ondas gigantes Carlos Burle. Treinador de Lucas, ele foi um dos principais incentivadores da ida do jovem para o programa.

"A decisão foi tomada pelo Lucas, mas tanto eu quanto a família dele incentivamos a ida ao programa, eu acredito que está sendo uma grande oportunidade de divulgar a categoria. o Lucas está levando o big surfe para o horário nobre. Mas nós temos consciência que é um grande desafio e que pode ser muito mais difícil do que encarar as maiores ondas do mundo " pontua ele.

Acostumados a enfrentar os perigos de ondas gigantes Burle e Lucas acabaram de voltar de Nazaré em Portugal, onde surfaram as ondas que são consideradas as maiores do mundo. Antes disso, em dezembro, Lucas participou de outras duas competições importantes. No dia 16, ele venceu um campeonato, na Espanha com direito a nota 10. Antes disso, chegou à sua primeira final mundial nas temidas ondas de Jaws, no Havaí.

Mas o trabalho de Burle com Lucas vai muito além de acompanha-lo em campeonatos. "Meu trabalho é muito além do físico, eu me preocupo com tudo, desde a performance, os equipamentos, logística e os planos para a carreira do Lucas. Mas quando eu recebi esse pacote, quando ele veio para mim, para começarmos o trabalho eu percebi que o buraco era mais em baixo. É um trabalho muito emocional e psicológico também, que envolve desde as relações dele até família. E foi por isso que a gente precisou se unir para discutir essa proposta do BBB "

O veterano conta também que mesmo com todos os avanços o surfe de ondas gigantes demanda um alto investimento já que depende de uma logística complexa.
"Tudo demanda alto investimento, desde as condições de segurança para os atletas, passagens de última hora para estar nos lugares onde ondas grandes acontecem, equipamentos, logística e até mesmo a captação e produção de conteúdo. Hoje o surfe virou esporte olímpico, o Brasil tem vários títulos mundias. Não só no Brazilian storm com o Gabriel Medina, com o ítalo Ferreira e com o Adriano de Souza. Mas a comunidade das ondas gigantes tem uma participação relevante muito importante dentro desse cenário, afinal de contas é a categoria mais extrema do esporte. Quando eu fui campeão mundial pela primeira vez, o Brasil estava iniciando essa trajetória e o resultado não poderia ser melhor. Nós do big surfe temos esse respeito como atletas e merecemos tudo o que está acontecendo. Esse convite que o Lucas recebeu é um grande exemplo disso. Além do mais ele é uma pessoa fora da curva, tem um coração enorme e eu tenho certeza que com a cabeça que ele tem o resultado final vai ser de grande valia." finaliza ele.