Após o corte de Neymar, Everton Ribeiro teve o privilégio de vestir a camisa 10 em sua estreia como titular: 'Sonho de criança realizado' - Lucas Figueiredo/CBF
Após o corte de Neymar, Everton Ribeiro teve o privilégio de vestir a camisa 10 em sua estreia como titular: 'Sonho de criança realizado'Lucas Figueiredo/CBF
Por MARCELO BERTOLDO
São Paulo - Na estreia da nova camisa em homenagem à Seleção de 70, tricampeã na Copa do México, o Brasil apresentou velhos problemas, mas, com a vitória por 1 a 0 sobre a Venezuela, nesta sexta-feira 13, no Morumbi, garantiu os 100% de aproveitamento com nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Econômica no quesito criatividade, a Seleção venceu na insistência de Roberto Firmino, o mais perigoso brasileiro em campo.
Na maior metrópole do Brasil, o técnico português José Peseiro parece ter buscado inspiração no caótico trânsito da capital paulista para 'congestionar' o meio de campo e fechar todas as vias na maior parte do primeiro. Previsível, o Brasil pouco ameaçou. É bem verdade que o árbitro paraguaio Juan Benítez anulou, com auxílio do VAR, os gols de Richarlison e Douglas Luiz, por impedimento no início das jogadas.
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Após o corte de Neymar, ainda em recuperação de uma lesão na coxa esquerda, Everton Ribeiro teve o privilégio de vestir a camisa 10 em sua estreia como titular. O entendimento com Roberto Firmino, Richarlison e Gabriel Jesus, no entanto, não empolgou tanto quanto o que tem com Bruno Henrique, Gabigol e Pedro pelo Flamengo.
Com pouca mobilidade, o quarteto não conseguiu fugir da forte marcação. A melhor chance saiu de um chute de fora da área de Firmino, espalmado pelo goleiro Faríñez. Insatisfeito, Tite abriu mão de um volante e voltou com Lucas Paquetá no lugar de Douglas Luiz no segundo tempo.
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A mudança demorou a surtir o esperado efeito na melhora na saída de bola, pois o camisa 11 não estava com passe calibrado. Até que aos 21 minutos, ele encontrou uma brecha na defesa e acertou um primoroso passe para Everton Ribeiro cruzar e Firmino abrir o placar, após o desvio de Renan Lodi.
Depois do empate sem gols, na Fonte Nova, que rendeu muitas vaias a Tite, o jogo com os portões fechados no Morumbi evitou críticas in loco, mas não nas redes sociais pela postura pouco agressiva e inspirada contra a Venezuela, lanterna das Eliminatórias e que nunca disputou uma Copa do Mundo. 
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FICHA TÉCNICA:
Local: Morumbi
Árbitro: Árbitro: Juan Benítez (PAR)
Gols: 2º tempo: Roberto Firmino (21 minutos)
Cartões amarelos: Douglas Luiz; Cásseres, Rincón e Machís
BRASIL: Éderson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi (Renan Lodi); Allan, Douglas Luiz (Lucas Paquetá) e Everton Ribeiro; Gabriel Jesus (Everton Cebolinha), Roberto Firmino e Richarlison (Pedro). Técnico: Tite
VENEZUELA: Faríñez, Feltsche (Mago), Ángel, Osorio e Rosales (González); Moreno, Cásseres e Rincón e Moreno; Machís (Savarino), Soteldo (Otero) e Rondón. Técnico: José Peseiro