Maradona e Fidel Castro, dois amigos, morreram no mesmo dia. O ex-líder cubano faleceu em 2016. Maradona tatuou a imagem de Fidel em sua panturrilha esquerda  - AFP
Maradona e Fidel Castro, dois amigos, morreram no mesmo dia. O ex-líder cubano faleceu em 2016. Maradona tatuou a imagem de Fidel em sua panturrilha esquerda AFP
Por O Dia
Buenos Aires - Revolucionário com a bola nos pés, Diego Armando Maradona nunca fugiu de uma boa dividida, mesmo quando o assunto era política. Fã do compatriota Che Guevara, orgulhosamente tatuado em seu braço direito, o ídolo argentino tinha em Fidel Castro, líder político que governou Cuba entre 1959 e 2008, mais do que um amigo pessoal. Coincidentemente, morreu, vítima de uma parada cardiorrespiratória, na mesma data que o 'segundo pai'.
Próximo de Hugo Chaves e Evo Morales, ex-presidentes de Venezuela e Bolívia, Dom Diego defendeu a liberdade de Lula, ex-presidente do Brasil, preso em uma das operações da Lava-Jato, em 2018. Com acesso aos populares líderes da esquerda latino-americana, se afastou do passado de apoio aos governos de Carlos Menem e Fernando de la Rua, que teve a gestão marcada pelo bloqueio dos saques bancários, na prior crise  da história da Argentina conhecida como 'corralito'.
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Ao iniciar o tratamento para dependência química em Cuba, entre 2001 e 2005, Maradona viajou a Cuba para tratar de sua dependência química. Em Havana, conheceu Fidel Castro e chorou a morte do 'segundo pai' no dia 25 de novembro de 2016. De volta à Argentina, se manteve próximo da esquerda de seu país. Crítico voraz do governo de Mauricio Macri, celebrou a derrota no pleito que elegeu Alberto Fernández como o novo presidente do país, em 2019.
Em um mundo cada vez mais polarizado politicamente, Maradona, mesmo que por um breve instante, teve força para unir fãs de posições políticas, crenças, times e países diferentes para o último adeus, sem direito a acréscimo.