Bruno Guimarães é um dos pilares da seleção para o novo cicloRafael Ribeiro / CBF

Bruno Guimarães falou sobre o pênalti perdido na derrota por 2 a 1 para a Noruega, que culminou na eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O meio-campista desperdiçou a cobrança no início do primeiro tempo, quando o duelo ainda estava empatado por 0 a 0.
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“Esse sentimento é muito ruim. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas nunca estamos prontos para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, uma cicatriz, está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido, mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com meus erros, que é o mais importante”, disse o jogador, em entrevista coletiva.

“Você muitas vezes aprende com a vitória, mas normalmente aprendemos com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa seguir minha luta diária, meus sonhos”, completou.

Apesar da lembrança ruim, o volante garantiu que não hesitaria e pegaria a bola novamente: “O mais importante para mim é que, se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, não me esconderia. Bateria de novo mil vezes se tivesse que fazer, porque vestir essa camisa representa tudo para mim. Não dá para mudar o passado e, sim, o futuro”.
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Bruno Guimarães é um dos pilares da seleção brasileira para o novo ciclo, de olho na Copa do Mundo de 2030. A Amarelinha inicia a caminhada contra a Austrália, sexta-feira (25), às 7h (de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Depois, fará novo amistoso com os australianos, no dia 29, e outro com a Índia, no dia 3.

A agenda do Brasil

. Brasil x Austrália - 25/09, às 7h, em Townsville
. Brasil x Austrália - 29/09, às 7h, em Brisbane
. Brasil x Índia - 03/10, às 11h, em Calcutá

Outras respostas de Bruno Guimarães

. Vini Jr deveria ter cobrado?: “Muitas conspirações de coisas que não fazem o menor sentido. Sempre antes do jogo temos a nossa preleção e o professor determina quem vai bater. Eu fui o escolhido para bater. Ali na hora tiveram jogadores que quiseram pegar a bola, é normal isso acontecer. Um jogador pega, passa para outro até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais”.

“Como falei, bati o pênalti e perdi. Poderia ter feito? Poderia. Enfim, aconteceu o que aconteceu e isso faz parte do futebol. Ficamos tristes pela cobrança sobre o Vini, mas no momento o pênalti foi delegado a mim. Acho que essa é a resposta que posso dar. Fico triste pelo que aconteceu. Não só pelo Vini, mas pelos outros jogadores, por todo mundo que estava torcendo”.

. Carlo Ancelotti: “Acho que o mais importante é a continuidade. Sabemos que no último ciclo acabamos trocando de treinadores muitas vezes, muitas ideias diferentes. Obviamente que nós, jogadores, temos que fazer o nosso e reconhecer que poderíamos ter feito muito melhor. Sei que é um momento difícil depois de tudo que aconteceu, mas prezo pela continuidade. Acho que é importante ter o Ancelotti nesse caminho. Que possamos ter um ciclo diferente para que as coisas possam dar certo lá na frente”.

. Papel de líder: “O mais importante é passar confiança aos mais jovens, para quem está chegando pela primeira vez. Minha primeira convocação foi em 2020, desde lá muita coisa aconteceu na minha vida. Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar meu melhor futebol. Acho que agora estou nessa missão”.

. Renovação da Seleção: “É sempre importante. Obviamente não dá para mudar tudo da noite pro dia, tem muitos grandes jogadores que permaneceram, outros grandes jogadores que estão vindo. Acho que é importante o professor também, neste começo, ter um leque a mais de opções. Ele descobrir outros jogadores, ver treinando, ver como é que se comporta no dia a dia. Mas acho que sempre seremos uma potência”.

. Troca pelo Arsenal: “O Newcastle é um clube que eu tenho história muito linda, fui o primeiro capitão a ganhar um título lá depois de 70 anos junto com meus companheiros. Marcamos o nome na história do clube. Eu já estava lá há quase cinco anos, sentia que precisava de um desafio novo. Sou muito grato ao clube por tudo que me proporcionou. Agora começo minha trajetória no Arsenal, já começando bem, com o pé direito. Uma nova responsabilidade, queria muito dar esse passo. Começar requer um pouco de tempo, de adaptação, mas acho que estou indo bem. Estou muito feliz e empolgado”.

. Sede por títulos: “Queremos muito ter a possibilidade de fazer por onde para sermos campeões. Acho que nosso último título foi nas Olimpíadas de Tóquio (2020). Depois disso, não sabemos mais o que é ser campeão. Acho que é ruim para nós. Não gostamos do que vem acontecendo, estamos incomodados, queremos virar a página, passar por cima dos desafios e construir uma nova história. Podem esperar muito empenho, trabalho e vontade de fazer as coisas diferentes”.

. Retorno ao futebol brasileiro: “Tenho vontade de voltar para o Brasil, sim, jogar no Vasco ou no Athletico-PR, são times que tenho muita gratidão, mas não penso nisso agora, para ser sincero. Acabei de chegar no Arsenal (risos), então estou muito focado, quero ser campeão lá, quero jogar, quero fazer minha história com essa camisa nova. Mas, enfim, o futuro a Deus pertence”.