Danilo foi titular do meio de campo da seleção brasileira e sofreu bastante com o esquemaSaeed Khan / AFP

A seleção brasileira voltou a ter o criticado esquema com apenas dois jogadores no meio de campo e que voltou a não funcionar no 1 a 1 com a Austrália, nesta sexta-feira (25). Um dos jogadores que ficaram sobrecarregados ao lado de Bruno Guimarães, Danilo apontou a falta de controle no setor para a atuação ruim no primeiro jogo do novo ciclo até a Copa de 2030.
"Eles estavam com uma linha de cinco e como nós tínhamos quatro atacantes, a ideia era forçar o mano a mano com Estêvão e Vini e buscar as infiltrações. Acabamos tendo pouco controle do meio, principalmente quando perdíamos a bola e eu e o Bruno precisávamos recuar para construir", avaliou.
Diante de um grande espaço para percorrer, Danilo e Bruno Guimarães tiveram dificuldade em fazer a bola ir da defesa para o ataque, e ainda sofreram para ajustar a marcação.
"Não conseguimos controlar o meio e a pressão estava errada. Acertamos no meio do jogo. Tentamos encontrar espaços, mas eles estavam bem fechados", disse.
"No próximo jogo, vamos estar mais preparados para construir e buscar o resultado positivo."

Ancelotti pretende seguir com esquema

Desde que chegou, o técnico da seleção brasileira busca uma escalação com quatro atacantes, por causa das poucas opções no meio de campo, especialmente de meias de criação. O problema é que o 4-2-4, que tem dois atacantes recuando para ajudar os dois volantes, não funciona desde então.
Não à toa, durante a Copa do Mundo, Carlo Ancelotti passou a escalar três no meio, com Danilo se juntando a Bruno Guimarães e Casemiro. Neste novo ciclo, o italiano pretende continuar revezando os dois esquemas, a depender do adversário.
"É uma linha que temos que seguir no futuro, às vezes jogaremos com o sistema de hoje (quatro atacantes) e podemos jogar também com três meio-campistas. Por isso são testes agora para experimentar", explicou Ancelotti após a partida.
E com esses testes, de esquema e também de jogadores, Danilo repetiu o discurso do comandante italiano e também pediu paciência com a nova fase da seleção brasileira.
"É um novo ciclo pós-Copa, com novos jogadores, alguns ficaram. A gente tem que manter o que o Mister pede, o que ele passa para a gente no dia a dia. Se mantivermos, vamos chegar muito fortes no próximo amistoso e no que vem pela frente", garantiu o volante do Botafogo.