Camisa da Argentina especial para a despedida de MessiDivulgação/Adidas

Messi desembarcou em Buenos Aires na manhã desta sexta-feira (2) para se juntar à delegação e realizar seus últimos treinos pela Argentina. O craque disputará a partida de despedida da seleção na terça-feira (6), contra Benin, às 20h (de Brasília), no Monumental de Núñez, com todos os ingressos já esgotados.
Antes, o camisa 10 vai acompanhar, do lado de fora, o amistoso de sábado (3) contra Burkina Faso, às 21h. Ele estará ao lado da esposa e dos filhos, que viajaram junto a ele de Miami à capital argentina.

A despedida de Messi

O jogador que levou o país ao título da Copa do Mundo de 2022 e a dois vices, em 2014 e 2026, usará um uniforme especial no último jogo por sua seleção, com ingressos esgotados. O modelo conta com elementos diretamente ligados à identidade local.

O Sol de Maio, presente na bandeira do país, aparece na faixa central, acompanhado por detalhes dourados e pretos nas mangas e na gola. A peça também tem o logotipo de Lionel Messi no lugar da Adidas e uma logomarca comemorativa no topo das costas.

Desafio para Scaloni

Sem Messi, o técnico Lionel Scaloni já deu início ao enorme trabalho de manter o nível alto de sua equipe sem mais ter o craque para fazer a diferença. O primeiro jogo dessa nova era foi a vitória por 1 a 0 sobre a Bolívia.
“É insubstituível. Vamos dar um jeito de jogar igual, com a mesma direção, com a posse de bola, trocando passes e chegando ao gol. Penso que é essa a identidade desta seleção, independentemente de quem esteja lá, embora com ele as coisas mudem”, disse Scaloni.

A trajetória do camisa 10 pela Argentina

Lionel Messi fez sua estreia pela seleção em um amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005, vencido por 1 a 0. Já a sua primeira partida em Copas do Mundo foi em 16 de junho de 2006, na goleada por 6 a 0 sobre a Sérvia e Montenegro, com direito a gol dele.
O craque logo se consolidou como a principal referência da seleção. No entanto, a Albiceleste, que não conquistava nenhum título desde a Copa América de 1993, bateu na trave em competições importantes. Na Copa do Mundo de 2014, foi vice para a Alemanha, no Maracanã.
Já nas finais das Copas América de 2015 e de 2016, acabou superada pelo Chile nos pênaltis. À época, o camisa 10 chegou a anunciar aposentadoria da equipe nacional, mas voltou atrás.
O início da consagração de Messi aconteceu apenas em 2021. A Argentina quebrou o jejum de títulos que já durava 28 anos após vencer o Brasil na final da Copa América, no Maracanã, garantindo a primeira conquista do craque pela seleção.
Em 2022, ele faturou a Finalíssima, torneio que colocou frente a frente os campeões da Copa América e da Eurocopa, e na sequência, a Copa do Mundo de 2022. Nessa campanha, teve atuações memoráveis, com sete gols - incluindo dois na final - e três assistências.
O craque ainda garantiu mais uma taça para a coleção ao ganhar a Copa América de 2024. Já na Copa do Mundo de 2026, foi determinante para levar a Argentina à segunda decisão consecutiva, mas perdeu para a Espanha, por 1 a 0.
Depois de 21 anos a serviço da 'Albiceleste', Messi se despede como recordista de jogos (207) e maior artilheiro da história da seleção (125 gols).
"Dei tudo, não tenho mais nada a dar e, além disso, estão surgindo jovens muito bons que merecem estar lá", disse o astro em uma carta publicada no Instagram.