Mac Allister marcou gol no triunfo sobre a Suíça, no último sábado (11)Charly Triballeau / AFP
Mac Allister exalta Maradona e avalia rivalidade com a Inglaterra
Camisa 10 histórico da Argentina foi protagonista de um dos duelos mais marcantes entre as seleções
Estados Unidos - Meio-campista do Liverpool e da seleção albiceleste, Alexis Mac Allister tem contato com os dois lados da rivalidade entre Argentina e Inglaterra. Um dia antes do jogo entre as duas seleções, pela semifinal da Copa do Mundo, o meia admitiu sua inspiração em Maradona — personagem importante na história do confronto — e analisou o clima pouco amistoso entre os rivais.
"Inspirar-se no que Diego (Maradona) fez é complicado. É quase impossível fazer o que ele fez em campo. Só o Leo (Messi) consegue. Hoje em dia, aparecem nas redes sociais vídeos do Diego no jogo de 86. Ajuda a recordar. Para nós, Diego é um símbolo muito importante para o país. Espero que possamos fazer algo semelhante ao que ele fez", disse Mac Allister, nesta terça (14), em contato com a imprensa.
Maradona marcou um gol de mão e outro golaço contra a Inglaterra no Mundial de 1986, em um dos jogos mais marcantes do embate. Outro fator que contribui para o desentendimento entre os países é a Guerra das Malvinas, travada pelos dois em 1982.
"A gente está encarando esse jogo como uma partida de futebol, como uma semifinal de Copa do Mundo. Obviamente que entendemos tudo o que há por trás desse jogo, a história entre os países, mas isso é algo que nós não podemos mudar", adicionou Mac Allister.
Por fim, o jogador do Liverpool confessou não enxergar na seleção adversária a mesma intensidade do campeonato inglês. "Jogo contra a maioria deles todo fim de semana e está claro que são muito fortes fisicamente. Dito isso, eu acredito que, nessa Copa do Mundo, eles não têm aquele ritmo que caracteriza a Premier League", concluiu.
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos. O vencedor do embate enfrentará na final a Espanha, que superou a França.
*Sob supervisão de João Alexandre Borges

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