Didier Deschamps assumiu a seleção da França em 2012Chandan Khanna / AFP

Estados Unidos - A derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, na disputa pelo terceiro lugar, marcou não somente a despedida da França desta Copa do Mundo, como também a saída de Didier Deschamps do comando da equipe. Emocionado, o francês qualificou o período de 14 anos à frente da seleção como "uma jornada maravilhosa" e avaliou sua última campanha em Mundiais.
"Começamos com grandes ambições. Conseguimos alcançar coisas bastante positivas. Não rendemos o esperado contra a Espanha (na semifinal), eles jogaram muito bem contra nós. Mas nem tudo foi perdido. Há aqui um elenco com verdadeira qualidade futebolística. Tínhamos a matéria-prima para obter resultados. Em nível pessoal, foi uma jornada maravilhosa", disse, no último sábado (18), em entrevista após o jogo.
Em seguida, Deschamps agradeceu à torcida francesa pelo apoio. "Há uma decepção do ponto de vista esportivo. Mas tivemos a oportunidade de criar momentos emocionantes para dezenas de milhões de franceses. É a Copa do Mundo, não há nada melhor. Não há nada melhor do que vestir a camisa da seleção francesa", finalizou.
O técnico deixa a seleção da França com os títulos da Copa do Mundo de 2018 e da Liga das Nações de 2021. Com isso, já que conquistou o Mundial como jogador em 1998, se igualou a Zagallo e ao alemão Beckenbauer como os únicos campeões do mundo nas funções de atleta e treinador. Além disso, chegou às finais da Eurocopa de 2016 e da Copa de 2022.

Federação postou agradecimento a Deschamps

A Federação Francesa de Futebol (FFF), que está muito próxima de anunciar Zinedine Zidane como o novo comandante, publicou um comunicado de despedida para Deschamps. No texto, a entidade agradeceu ao francês pelo "trabalho excepcional".
Além disso, o colocou como a personificação de "altos padrões, rigor, espírito de equipe e amor pela camisa" e afirmou que, sob seu comando, a França "reconquistou credibilidade, respeito e carinho, mantendo-se no mais alto nível mundial".
Por fim, a federação o reverenciou: "Seu legado permanecerá indelével (que não pode ser apagado), tanto em Clairefontaine (CT da França) quanto nos corações dos milhões de fãs e voluntários que ele jamais esqueceu. A Federação Francesa de Futebol deseja expressar a sua infinita gratidão a ele. Obrigado, Didier!"
*Reportagem do estagiário João Vitor Cravo, sob a supervisão de Raphael Perucci