Luxemburgo tenta juntar forças para salvar o Flamengo

Treinador ligou para o ex-técnico Jayme de Almeida e Cantarelli para buscar informações sobre o elenco rubro-negro

Por pedro.logato

Rio - O técnico Vanderlei Luxemburgo tem raízes no Flamengo. No clube, foi jogador e está na sua quarta passagem como treinador. Mas nem por isso ele deixa de pedir informações, principalmente se for a um grande amigo que possa lhe ajudar. O atual técnico rubro-negro admitiu ter telefonado para Jayme de Almeida, que comandou a equipe nas conquistas da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca.

“Conversei com ele para saber do elenco. Assumi e liguei para ele e para o Cantareli, que são meus amigos. O Jayme tinha conhecimento maior do que o Ney (Franco), que ficou pouco tempo”, esclareceu Vanderlei.

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A vitória sobre o Botafogo no último domingo não serviu para tirar o Flamengo da zona de rebaixamento, mas deu um novo ânimo ao Rubro-Negro. Depois de deixar a lanterna para trás, os atletas já conseguem voltar a respirar e a jogar com mais tranquilidade. “O ambiente deu uma mudada. Uma vitória faz você poder ir na padaria, na quitanda... quando perde, não dá para sair de casa. Temos que continuar preocupados, mas com seriedade para sair dessa confusão. Ganhamos, mas, se você olhar na tabela, não mudou muita coisa”, advertiu o técnico.

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Elogios e cornetadas

Vanderlei confirmou que colocará em campo o mesmo time que treinou na quarta-feira, com Luiz Antonio na lateral-direita e a dupla de volantes formada por Muralha e Canteros. Gabriel também ganha uma chance.

Recém-chegado ao clube, o argentino arrancou elogios do professor. “Gostei muito do Canteros. Apesar de ter jogado pelo lado esquerdo, teve uma movimentação muito boa. Eu já o tinha visto jogar. Tem uma dinâmica que me satisfaz, que é desequilibrar o adversário por trás, chamar o jogo e iniciar um bom contragolpe”, disse Vanderlei.

Ele mandou um recado a outro volante: “O Muralha tem isso também, com uma pegada boa. Se não ficar virando de um lado para o outro, dando de trivela, ele se torna um grande jogador.”

Léo só atuou em 18% dos jogos do Flamengo

Leonardo Moreira Morais, ou simplesmente Léo. Se o lateral-direito der uma volta na praia, provavelmente não será reconhecido pela torcida rubro-negra. Também pudera, em sete meses de clube, o jogador, que veio do Atlético-PR para ser a sombra de Léo Moura, só participou de sete partidas.

Neste ano, o Rubro-Negro já fez 37 jogos e Léo esteve em 18% deles, marcando dois gols. Com o titular suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo contra o Botafogo, Léo ganharia uma chance. No entanto, depois do treino de terça-feira, reclamou de dores na coxa direita e ontem fez apenas uma corrida. Com isso, Vanderlei Luxemburgo improvisará Luiz Antonio na posição.

Quem também não viajará é o atacante Paulinho, vetado pelos médicos, assim como o goleiro Felipe, que sentiu no treino da tarde. Expulso contra o Botafogo, o volante Cáceres vai cumprir suspensão automática.

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Presidente sonha com estádio menor

Palco dos jogos do Flamengo pelos próximos três anos, o Maracanã corre o risco de ganhar um ‘concorrente’ em breve. A diretoria estuda a possibilidade de ter um estádio de menor porte para jogos que não tenham grande apelo.

“A torcida costuma dizer que ‘o Maraca é nosso’ e nós entendemos exatamente assim. Isso não excluiu a possibilidade de ter um estádio para realizar jogos que normalmente não seriam rentáveis no Maracanã. Em momento algum pretendemos abrir mão do Maracanã. Sempre foi a casa do Flamengo, onde nós conquistamos os nossos títulos. E onde a nossa torcida se acostumou a reverenciar os ídolos”, afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello ao programa ‘Arena Sportv’.

Sobre a localização do estádio, ele estuda possibilidades: “Estamos avaliando a construção de um estádio fora da Gávea ou da reforma do nosso estádio, para que o local possa ter condições de receber jogos de médio e pequeno portes.”

“Agora, tudo isso ainda está em fase de planejamento, pois tem que ser discutido com as autoridades e com os nossos vizinhos da Gávea e do Leblon”, ressalta o presidente.

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