Por edsel.britto

Rio - Em meio à crise, os jogadores do Flamengo se agarram aos detalhes. Em pequenos sinais de que o trabalho não está fora de rumo. Após o empate com o Vasco em 1 a 1 — são cinco jogos seguidos sem vencer, além do jejum de oito partidas diante do rival —, Muricy Ramalho se mostrou satisfeito com o desempenho da equipe e tentou dissipar o clima de tensão.

“O time jogou bem, pressão não tem. Quando era garoto, tinha pressão, hoje nada. O time voltou a jogar bem, e o clássico foi melhor do que o outro, que foi morno. Os dois brigaram, tiveram oportunidades de gol. Foi um jogo intenso, e a nossa bola custou a entrar”, disse o treinador, que, durante a semana, recusou-se a conversar com oito torcedores que entraram no Ninho do Urubu sem autorização.

À maratona de viagens, soma-se o nível de exigência das partidas. Entre mata-mata na Copa do Brasil, semifinal da Primeira Liga, Fla-Flu, jogo contra o Vasco e o clássico de amanhã, diante do Botafogo, o fôlego fica reduzido.

Muricy Ramalho fez questão de acalmar os ânimos no Flamengo após empate com o VascoGilvan de Souza / FlaImagem

16 MIL KM RODADOS

Guerrero, por exemplo, jogou terça-feira em Montevidéu, contra o Uruguai, pela seleção peruana, e chegou a Brasília, na quarta, para encarar o Vasco. Muricy exaltou o esforço do camisa 9. Afirmou, porém, que ainda não sabe se poderá contar com o atacante ou com o restante dos titulares.

“Não deu para falar com o Guerrero ainda. Está, claro, muito esgotado. Isso mostra quem é esse profissional. Nem o clube, nem a comissão técnica pediram nada a ele. Aqui, a gente não quer fazer algo a mais para machucar jogador. Você pode ver que o time tem poucas lesões. Hoje fomos para 16 mil quilômetros rodados. No momento, estamos sofrendo um pouco. Mas vamos ter time forte”, garantiu.

GUERRERO E RODRIGO SOB RISCO DE GANCHO

Procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio, André Valentim vai denunciar Guerrero e Rodrigo por troca de agressões no clássico de quarta-feira. O atacante do Flamengo deu uma cotovelada no zagueiro do Vasco, após ter o peito beliscado.

Caso o TJD-RJ acate, os dois poderão pegar ganchos pesados. Guerrero será denunciado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva — praticar agressão física —, que prevê pena de quatro a 12 jogos de suspensão. No caso de Rodrigo, o artigo é o 258 — assumir conduta contrária à disciplina ou à ética —, com punição de uma a seis partidas.

De acordo com André Valentim, o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio vai receber a denúncia até segunda-feira. A ideia é que o julgamento ocorra o mais rapidamente possível para que as punições, se houverem, sejam impostas no próprio Campeonato Carioca. Ele confirmou que vai usar as imagens de televisão como prova nas denúncias

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