Cerca de 20 torcedores da Nação 12 na caçamba de um caminhão rumo ao Mineirão - Arquivo pessoal
Cerca de 20 torcedores da Nação 12 na caçamba de um caminhão rumo ao MineirãoArquivo pessoal
Por Lucas Oliveira
Rio - Qual foi o maior perrengue que você já passou para assistir a um jogo do seu time? No último sábado, muitos torcedores do Flamengo partiram do Rio de Janeiro rumo à Belo Horizonte para acompanhar a vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão. A empolgação com a fase do Rubro-Negro era grande, mas alguns precisaram superar um pequeno obstáculo: o ônibus que levava membros da organizada, Nação 12, enguiçou e a torcida precisou ir de carona até o estádio.
Em entrevista ao Dia, integrantes da torcida organizada contaram a saga de como foi para chegar ao Mineirão: "O ônibus apresentou um problema no sistema de resfriamento de água e estava parando aos poucos. Quando parou de vez, estávamos a mais de 100 km do estádio", conta Charles Dias, integrante da Nação 12.
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"O ônibus parou em uma subida em que os carros estavam vindo sentido BH e não estavam tão rápidos. Com isso, conseguimos parar cerca de dez a quinze carros e colocamos mulheres e casais para ir adiantando nas vagas disponíveis em cada carro", completou Charles.
Após conseguir carona para todas as mulheres e casais, restaram cerca de 20 homens, que pararam um caminhão. Apesar do motorista ter sentido medo no momento da abordagem e ser proibido por lei, aceitou levar os torcedores do Flamengo na caçamba até a entrada de Belo Horizonte, 38 km de distância do Mineirão.
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"Quando só sobraram homens, paramos um caminhão que transportava minério, que nos levou até a entrada de BH, 38 km do Mineirão. Em seguida, andamos de dois a três km e nos dividimos em grupos de três ou quatro pessoas e pedimos um uber para chegar no Mineirão"
Torcedores do Flamengo em caçamba de caminhão rumo ao Mineirão - Arquivo pessoal
Além de todas as dificuldades passadas pelos torcedores do Flamengo até chegar ao Mineirão, houve relato de que muitos pertences foram perdidos no acesso ao estádio: "Como o ônibus quebrou, tivemos que levar todos os nossos pertences nas mochilas e muitas coisas não puderam entrar e tivemos que jogar fora".
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*Estagiário sob supervisão de Yuri Eiras