Presidente Mário Bittencourt, e diretor executivo de futebol, Paulo Angioni.Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

Rio - O diretor de futebol, Paulo Angioni revelou em entrevista ao portal "GE", na última segunda-feira, que chorou após a saída do centroavante Evanílson. Na ocasião, o jogador, 22 anos, revelado de Xerém, se destacou em pouco tempo na equipe profissional e foi vendido ao Porto, de Portugal.
Evanilson - Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
EvanilsonFoto: Lucas Merçon/Fluminense FC
"Aqui no Fluminense já foi bastante desafiador. Hoje tem outro nível de desafio, que é da manutenção do crescimento, porque a reconstrução já existiu. (…) Passei momentos muito difíceis quando cheguei em 2018. Tive uma necessidade de fazer uma mudança para a última rodada do campeonato (demissão do técnico Marcelo Oliveira), uma experiência totalmente nova minha, trouxe a responsabilidade toda para mim, sacrifiquei pessoas honradas", lamenta Paulo Angioni ao 'GE'.
"Tive experiências bem marcantes e também algumas lamentações, não tenha dúvida. Uma das grandes é com relação ao Evanilson. Isso me fez chorar bastante. Eu esperava que algumas pessoas pudessem dizer: 'Ele não tem responsabilidade nenhuma'. E isso eu não tive. Deixaram tudo na minha conta", completou.
Além disso, o diretor executivo de futebol afirmou que não tinha acesso à base do Fluminense e nem chegou a ser responsável pelo centroavante Evanílson. Por outro lado, só pôde observar mais o atleta após ser promovido para a equipe profissional.
"Nada. Nessa oportunidade, a gente não tinha acesso nenhum à base. O acesso à base era só para pedir jogador para preencher treinamento. E nunca o Evanilson veio preencher nenhum treino. Vou responsabilizar eles? Não. Porque depois fui buscar o relatório e não vou responsabilizar ninguém. Mas algumas pessoas poderiam ter sido solidárias a mim: 'Esse bruxo aí não tem nada a ver com isso'", dispara.
"Mas não, quando se fala em Evanilson, a culpa é do Paulo Angioni. Não é minimamente justo. E eu não fujo da responsabilidade. Não sou de mostrar o rosto nas vitórias, ninguém me vê, mas nas derrotas eu geralmente ponho a cara. E coloquei muito a cara em 2018, que foi bastante difícil para mim. A demissão e a responsabilidade que é ir para o último jogo em que se perdesse caía", concluiu.