Após quebra-quebra, Vasco pode ficar sem São Januário

Ação de vândalos leva procurador do STJD e promotor do Ministério Público a pedir a interdição do estádio

Por O Dia

Rio - As cenas de vandalismo após o clássico entre Flamengo e Vasco, no sábado à noite, em São Januário, devem trazer graves consequências para o clube cruzmaltino. Procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Felipe Bevilacqua vai apresentar hoje um pedido de interdição do estádio e afirmou que isso pode acontecer independentemente do julgamento. Assim, a partida entre Vasco e Santos, inicialmente marcada para São Januário, no próximo domingo, pode mudar de local ou até ser adiada.

No tumulto ainda no estádio%2C torcedores fogem das bombas de gásAE

"Existe uma antecedência mínima de três dias para que se tenha a definição do local da partida. Se existe um caso excepcional que pode colocar a integridade física das pessoas em risco, independentemente do prazo regulamentar, o STJD pode impedir que o jogo se realize no estádio. Inclusive pode determinar que não se realize se não tiver outro estádio e seja remarcado para outra data. Tudo está sendo analisado com muita calma e acredito que amanhã (hoje) ou no mais tardar nesta terça-feira a decisão tenha sido tomada da interdição provisória ou não", afirmou o procurador, em entrevista ao canal ‘Fox Sports’.

Além do STJD, o Ministério Público pedirá hoje a interdição de São Januário, como informou o promotor Rodrigo Terra. Segundo ele, uma ação já existente, na qual a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e a CBF também são partes, será a base do pedido. Terra explicou que várias normas estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor em relação à segurança em São Januário já não vinham sendo cumpridas pela diretoria vascaína.

Após a derrota para o Flamengo, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, reuniu a imprensa e pediu desculpas pelas cenas de violência causadas por parte da torcida do clube e atribuiu o vandalismo a grupos políticos.