O profissional Quiroprático é treinado nos mais diversos níveis de compreensão de saúde, com ampla carga horária de radiologia, patologia, anatomia, neurologia, biomecânica e filosofia - Foto Divulgação
O profissional Quiroprático é treinado nos mais diversos níveis de compreensão de saúde, com ampla carga horária de radiologia, patologia, anatomia, neurologia, biomecânica e filosofiaFoto Divulgação
Por Luciana Guimarães
Niterói - A pandemia que levou o Brasil e o mundo a ficar em quarentena, mudou a rotina pessoal e profissional de milhões de pessoas. Seja pelo home office, até então não praticado pela maioria dos profissionais, seja pelos exercícios físicos realizados sem acompanhamento, o fato é que a COVID-19 trouxe muitas dores pelo corpo, o isolamento e o novo normal provocaram dores, muito estresse, ansiedade e depressão. Com a flexibilização e retorno aos consultórios, o índice de dores crônicas tem sido mais frequentes, muito relacionada com dificuldade de lidar com estresse e com a ansiedade e lesões decorrentes da atividade física executada, sem a orientação de profissional da área.
As formas e recursos para tratar as doenças ou manter a qualidade de vida são diversas e antigas. Mesmo antes da medicina com base científica, pessoas recorriam a tratamentos naturais e tradições milenares para cuidar do corpo e da mente.

Ainda que uma série de terapias, tratamentos e medicamentos tenham sido estudados e desenvolvidos, as formas tradicionais ou naturais de lidar com a saúde não caíram em desuso.

Aliás, aliadas aos conhecimentos mais modernos, as medicinas natural e alternativa mantêm seu espaço entre a sociedade, evidenciando os benefícios de recorrer a ambas. Nesse cenário, está a quiropraxia. Uma terapia milenar que tem sido aprimorada, estudada, desenvolvida e, por isso, estabelecido status de profissão em esfera mundial.

Com pesquisas e levantamentos que apoiam os benefícios da prática, a quiropraxia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e conta com a Federação Mundial de Quiropraxia, com 87 associações nacionais participantes.
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Quiropraxia vem do grego “Quiro” (mãos) e “Praxis” (praticar), sendo algo como “feito com as mãos”. Apesar das terapias manuais serem milenares, a quiropraxia tem um histórico mais recente, sendo que o método foi desenvolvido em 1895, nos EUA. A quiropraxia trabalha sobretudo com os ajustes da coluna vertebral, mas o objetivo é promover um alinhamento corporal complexo e interligado. O que significa que os sistemas muscular, nervoso e esquelético são beneficiados.
Já a  Fisioterapia é uma ciência dentro da área da saúde que busca estudar, tratar, prevenir e reabilitar distúrbios cinesiológico-funcionais do ser humano em sua globalidade. Tais distúrbios podem ser constatados decorrentes de disfunções dos sistemas músculo-esquelético, cardiorrespiratório, gastroenterológico, endócrino, vascular e neurológico.
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Dentre os sistemas, as disfunções podem se classificar como congênitas (genéticas) ou adquiridas, através de traumas ou como mecanismos adaptativos que o corpo busca para manter a funcionalidade. Sendo uma área com grande abrangência para atuação, ela possui grande importância desde a atenção básica, média ou mesmo de alta complexidade diante das disfunções apresentadas.
A atuação do fisioterapeuta inclui locais como: ambulatórios, consultórios, centros de reabilitação, hospitais, clínicas, vigilância sanitária, empresas (fisioterapia do trabalho), programas institucionais, direção e coordenação de cursos, docência (níveis secundário e superior), supervisão técnica e administrativa, clubes desportivos, indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico, escolas, entre outros.

De que forma solucionar esses problemas e tornar melhores o bem estar e desempenho das pessoas, bem como cuidar do corpo como um todo e também da saúde mental dos indivíduos?

Atenta ao aumento de mais de 47% na procura por fisioterapia e atividades integrativas, como a quiropraxia, a Ironfisio , que já atende no Centro de Niterói, Rio de Janeiro, inaugura no próximo dia 21, um novo polo de atendimento, em Icaraí, na Clínica Fernando Cézar - Medicina Esportiva e Nutrologia/Emagrecimento e Performance, que passará a oferecer Fisioterapia Tradicional e Desportiva, RPG e Quiropraxia, pelas mãos dos fisioterapeutas e sócios da Ironfisio, Amândio Besteiro, Edil Nepomuceno e equipe.
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Semelhanças e diferenças
Ambos os terapeutas podem ajudar o paciente e melhorar sua saúde. Ao encontrar um paciente pela primeira vez, eles examinam o histórico para ver qual o problema. Instrumentos pode ser usados no tratamento dos dois profissionais - um quiroprático pode colocar o paciente em uma cinta, enquanto o fisioterapeuta ajudará o paciente a andar com uma prótese. Ambos podem se especializar.

Entretanto, os quiropráticos diagnosticam os problemas dos seus pacientes, enquanto os fisioterapeutas tratam pessoas já diagnosticadas. Um quiroprático também pode oferecer terapias alternativas e conselhos sobre cuidado com a saúde.

"A fisioterapia evoluiu muito, mas o que mais acredito é na capacidade dos fisioterapeutas no Brasil de criar, improvisar e desenvolverem estratégias de tratamento que se adequem a cada pessoa de forma individualizada, com o apoio da tecnologia, mas sobretudo, por intermédio de suas mãos. O trabalho do fisioterapeuta está em suas mãos, na sensibilidade de entender cada ser humano que vem para se tratar, acreditar na condução do tratamento e na vontade de recuperar o paciente. Tecnologicamente, evoluímos muito, mas temos que entender que nossa maior ferramenta está nas nossas mãos. E precisamos levar essa solução a mais pessoas, por isso resolvemos expandir", explica Edil Nepomuceno, fisioterapeuta.

"Como o método Pilates e a Quiropraxia prezam por uma integração entre corpo e mente, todos estes benefícios para a saúde mental ainda são acompanhados de um ganho na consciência corporal, fortalecimento e tonificação muscular, acabando com as dores, entre outros benefícios para o corpo, tornando-os atividades recomendadas para todos os públicos que buscam melhor qualidade de vida e melhor desempenho profissional", complementa Amândio Besteiro, também fisioterapeuta. 
Uma das principais características de ambos os tratamentos é que eles se voltam para a reabilitação, sendo esses, processos que buscam a reinserção do indivíduo nos aspectos biopsicossocial. Através dessa busca, o profissional reintegrará novamente a funcionalidade, adaptada ou não, para que o mesmo possa adquirir novamente sua independência perante à sua rotina diante da sociedade. Dentre as técnicas utilizadas para tal recuperação, utilizam-se os mais diversos recursos, como por exemplo: cinesioterapia, eletroterapia, termoterapia, fototerapia, crioterapia, técnicas manuais, acupuntura, equoterapia, hidroterapia, geoterapia, entre muitas outras técnicas que se encontram em constante estudo e desenvolvimento.
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Mas um alerta: conforme a legislação vigente no Brasil, todo o profissional formado em instituição de ensino superior graduado em fisioterapia, deve procurar reconhecimento profissional através do Conselho da profissão.