Situação de emergência

Superlotação no Rocha Faria leva unidade estadual a instalar mais de 40 camas no corredor. Secretaria alega que adota política de portas abertas e não recusa pacientes

Por thiago.antunes

Rio - Pacientes feridos e tomando soro em macas espalhadas pelo corredor compõem a rotina do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, por dia, a emergência da unidade recebe, em média, 433 pacientes, 546% a mais que sua capacidade, que é de 67 pessoas.

No domingo, um leitor que visitava o pai registrou uma imagem com cerca de 20 macas de cada lado do corredor onde fica a emergência. Segundo ele, dentro do setor, pacientes também estavam aglomerados. Isso dificulta a passagem das enfermeiras para o tratamento dos doentes. Era tanta gente que elas desconheciam o prontuário dos atendidos.

Macas foram espalhadas ao longo do corredor no Hospital Rocha FariaFoto do leitor

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, a lotação é porque a unidade de saúde opera no regime de portas abertas, ou seja, todo paciente que procura atendimento é acolhido e submetido à classificação de risco.

Há prioridade para os casos mais graves. “Por acolher a todos, o Hospital Rocha Faria recebe uma quantidade de pessoas muito superior a sua capacidade física instalada, que é de 67 leitos no setor de emergência. A média diária de atendimento no setor é de 433 pessoas, o que leva à superlotação, com a necessidade de leitos extras”, defendeu-se a pasta em nota.

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