Rio - A veiculação na internet de que o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes estariam no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, levou cerca de 100 pessoas para a frente do espaço cultural na noite desta quinta-feira. Por uma hora e meia, manifestantes se concentraram no local. Com o uso de um megafone, o diretor do MAR, Paulo Herkenhoff, tentou acalmar os ânimos, explicando que as autoridades não estavam lá. A assessoria de Paes e de Cabral também negou que eles estivessem reunidos no museu.
A PM fez cerco aos ativistas e começou a revistar bolsas e mochilas à procura de armas e bombas de coquetel molotov. Ao contrário do ato violento do dia anterior, em frente ao Palácio Guanabara, o grupo protestava de forma pacífica, até que teve início tumulto entre PMs e manifestantes, muitos deles encapuzados. Alguns seriam do grupo Black Bloc. Policiais lançaram spray de pimenta e detiveram quatro pessoas por desacato, entre elas um índio, que protestava contra o fechamento da Aldeia Maracanã.
Na confusão, um fotógrafo foi ferido no braço, segundo testemunhas, pelo cassetete de um militar quando fotografava a prisão de uma pessoa que teria cuspido em um policial. Segundo representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que acompanham os protestos, dois manifestantes foram encaminhados para a 5ª DP (Mem de Sá). O índio teria sido levado para a Polícia Federal e outra pessoa, ferida na testa, foi socorrida no Hospital Souza Aguiar.
Parte do grupo seguiu em direção à Câmara de Vereadores, ocupada por ativistas desde sexta-feira.
Colaborou Uanderson Fernandes




