Saúde: Serviços móveis de imagem chegam aos 100 mil exames realizados

Cerca de 87 mil pacientes foram atendidos em todo o estado do Rio nos quatro anos de projeto

Por tamyres.matos

Rio - As duas carretas de tomografia móvel e uma de ressonância magnética bateram uma marca expressiva em 2013: desde sua criação, há quatro anos, mais de 100 mil exames foram realizados e cerca de 87 mil pacientes atendidos em 70 dos 92 municípios do Rio de Janeiro. Pioneiros no país, os serviços móveis de diagnóstico por imagem têm o objetivo de atender regiões onde não há esse tipo de exame na rede pública ou o serviço existente não seja capaz de atender à demanda local. Os equipamentos rodam municípios-pólo, escolhidos por sua localização ou densidade demográfica, mas também beneficiam outras cidades próximas.

O serviço de Tomógrafo Móvel foi criado em 2009, sendo o primeiro de diagnóstico por imagem do país a percorrer os municípios. Em 2011, a SES passou a contar com a segunda unidade itinerante. Os dois equipamentos já rodaram todo o estado, atendendo 64.274 pacientes e realizando 84.624 exames. Desde agosto de 2010, o serviço de Ressonância Magnética percorreu 32 municípios, atendendo 23.260 pacientes e realizando 27.644 exames.

O agendamento dos dois exames é feito da mesma maneira. O paciente deve entregar o pedido médico à secretaria de Saúde de sua cidade, que encaminhará um documento com as demandas para o serviço da SES. Ele será informado sobre a data, hora e local do procedimento. Quem tem celular recebe essas informações via mensagem telefônica até 48 horas antes do dia marcado. Os resultados são entregues depois de 10 a 15 dias uteis à secretaria municipal, que fica responsável por entrega-lo ao paciente, para que o mesmo encaminhe ao médico solicitante.

A Secretaria de Estado de Saúde investiu cerca de R$ 6 milhões na aquisição dos dois aparelhos de tomografia e R$ 5 milhões no aparelho de ressonância móvel.

Ressonância x tomografia

Os exames de imagem possibilitam um diagnóstico preciso e rápido, além de permitir um tratamento mais adequado. A diferença entre os dois serviços não é uma questão de qualidade, e, sim, de aplicações e tecnologia. Para tecidos moles, como encéfalo, medula espinhal e óssea, músculos, tendões, meniscos, cartilagem, fígado, vasos e artérias cerebrais, a ressonância é mais indicada por ter maior sensibilidade e especificidade diagnóstica. Já para pacientes vítimas de trauma, com cálculos renais e doenças do tórax, a tomografia é o procedimento ideal.

Mamógrafo móvel – Em dezembro de 2013, o Governo do Estado inaugurou o Mamógrafo Móvel, disponibilizando exames digitais de mamografia e ultrassonografia, além de biópsias mamárias, a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem o objetivo de garantir diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo mais comum entre mulheres no Brasil. A Secretaria de Estado de Saúde investiu R$ 2,4 milhões na aquisição do equipamento.

A unidade itinerante começou a funcionar em Niterói, onde fica até 30 de janeiro, atendendo de 8h às 17h de segunda a sexta; e 8h às 15h aos sábados. A previsão é que o serviço beneficie mensalmente cerca de 2 mil mulheres, realizando mais de 1.500 mamografias, 600 estudos ultrassonográficos e 100 procedimentos de biópsias. Os agendamentos das consultas são feitos da mesma forma que os outros serviços móveis.

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