Sargento é acusado de tentativa de homicídio na Vila Mimosa
Acusado seria chefe da segurança no local
Rio - A Polícia Civil pediu ontem a prisão temporária do sargento P<CW-10>M Carlos Alberto Silva, acusado de tentar matar José Roberto Rufino, na madrugada de ontem, na Vila Mimosa, área de prostituição em São Cristóvão. O policial, do 15º BPM (Duque de Caxias), foi reconhecido pela vítima através de foto. Ele havia saído da cadeia há dois dias, depois de cumprir 15 dias de prisão por porte de arma com numeração raspada. Jackson Barreto Garcia também foi baleado na ação.
Segundo o delegado Fábio Barucke, da 18ª DP (Praça da Bandeira), os tiros teriam sido dados por conta de desavença entre o PM e José. A vítima disse à polícia que o militar seria o chefe da segurança da Vila Mimosa e que teria ameaçado José e pedido parte do seu salário. O homem disse à policia que trabalha como segurança no local.
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O delegado informou que José denunciou o policial à Corregedoria da PM, que o prendeu no dia 4 portando uma arma com a numeração raspada. Na ocasião, ele foi autuado na 17ª DP (São Cristóvão). Carlos saiu da prisão segunda-feira, quando foi atrás da vítima.
José acabou ferido no ombro, e Jackson, que estava passando pelo local, atingido na cabeça. O primeiro foi medicado e liberado ontem à tarde; o segundo, após ser operado, permanece internado no CTI do Hospital Souza Aguiar, no Centro. A polícia aguarda a recuperação de Jackson para ouvir seu depoimento.
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Até a noite de ontem, o pedido de prisão do policial que foi enviado para a Justiça ainda estava sob análise de um magistrado. O delegado justificou no seu pedido os crimes de tentativa de homicídio — qualificada por emboscada e por colocar outros em perigo. Fábio Barucke disse que a comunicação do pedido seria enviada à Polícia Militar, para que o acusado se apresentasse no batalhão onde é lotado.
Vítima afirma que teme novas represálias e quer deixar o Rio
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Com medo de mais represálias, José Rufino disse à polícia que pretende sair do estado. Ontem, ele foi levado por policiais para um local seguro, onde ficará até deixar o Rio. Os agentes estiveram no Hospital Souza Aguiar para levar fotos de suspeitos para a vítima, que reconheceu o PM.
Depois de receber alta da unidade, Rufino prestou depoimento na delegacia e deu detalhes de seu desentendimento com o PM. Depois de atirar nos dois homens, segundo a investigação, o sargento fugiu do local. As vítimas foram socorridas por populares.
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O PM cumpriu dois dias de prisão administrativa pelo episódio da arma com a numeração raspada. A pistola calibre 9 milímetros é de uso restrito. Na ocasião, a Corregedoria da PM abriu procedimento para verificar a circunstância em que o policial portava o armamento irregular.
Mais cedo, havia informação de que o PM teria feito disparos contra uma caixa de música e, por isso, teria sido denunciado por José Rufino. No fim do dia, essa hipótese foi descartada, mas o delegado quer ver o procedimento feito pela Corregedoria da PM.
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