Por thiago.antunes

Rio - A três meses do início da campanha eleitoral, a Câmara municipal de Nova Iguaçu decidiu anular nesta quarta-feira, por falta de quórum na época, a prestação de contas de 2009, do ex-prefeito e pré-candidato ao governo do estado Lindbergh Farias (PT).

Segundo o presidente da Comissão de Orçamento e Tomada de Contas, Marcos Costa Martins (PMDB), o Marquinhos da Tia Megue, no dia em que foram aprovadas as contas do petista, em 2012, não havia os 14 vereadores mínimos. Eram 11. “O STF permite que uma administração anule seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais”, defendeu Martins.

Lindbergh Farias, no entanto, classificou a reabertura das contas de sua administração como “aberração jurídica”. “É mais uma tentativa de golpe do PMDB, que está com medo de perder nas urnas e quer ganhar no tapetão. Mas eles vão fracassar. A hipótese de reavaliar as contas é uma aberração jurídica. Tudo referente à minha gestão foi aprovado pela Câmara e pelo Tribunal de Contas do Estado”, afirmou.

A comissão que reabriu e investigará o último ano de Lindbergh na prefeitura terá cinco vereadores, sendo apenas um deles do PT. O restante pertence ao PMDB, PSDB e PR. A partir de agora, os parlamentares deverão emitir parecer prévio para julgamento final em plenário em um prazo máximo de 60 dias.

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