Por paulo.gomes

Rio - Amigos e parentes do professor de Educação Física João Vitor Corrêa Alves, de 31 anos, morto após um assalto a ônibus na Avenida Brasil, na noite desta quinta-feira, usaram as redes sociais para lamentar mais um caso de assassinato no Rio de Janeiro.

"Mais um jovem que se vai. Outro dia estava analisando isso, essa geração não está conseguindo sonhar com os 40 anos. Ando com meu coração apertado em relação a isso", diz Rosí Morais.

João Vitor Corrêa Alves%2C de 31 anos%2C era professor de Educação Física da rede estadual de ensinoReprodução Facebook

Já Ismael Macena de Souza, afirmou que evita utilizar a linha de ônibus onde João Vitor foi morto por conta dos recorrentes assaltos. "Um fato lamentável e fico muito triste com isso. Um dos motivos de eu ter parado de pegar esse frescão da Pégasos e o frescão da Jabour, foram esses assaltos que acontecem direto".

Fernanda Clavelario destacou o humor do professor. "Deus deve estar rolando de tanto ri com suas piadas. Mais uma alegria ceifada por nada! Amigo, você deixa muita saudades"

João Vitor, que era casado, foi morto na Avenida Brasil, pista sentido Zona Oeste, na altura da Linha Amarela, em Bonsucesso. De acordo com a polícia, a vítima teria reagido ao assalto e foi morto pelos bandidos. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas João Vitor não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O ônibus da linha 2339 (Campo Grande-Castelo), da Viação Expresso Pégaso, seguia para a Zona Oeste. Os criminosos fugiram. Após o crime o veículo ficou parado na pista seletiva da Avenida Brasil aguardando a chegada da perícia. Houve retenções no trânsito.

Pouco à frente do local do crime, policiais da Divisão de Homicídios, que chegavam para assumir o caso, e PMs do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), que guardavam o local, prenderam dois homens com um Fiesta roubado. Leonardo Moraes Rodrigues, de 18 anos, e Antonio Fábio do Vale, 40, tinham abordado do motorista do veículo no Viaduto de Benfica. Moradores da Favela Parque Alegria, no Complexo do Caju, eles foram reconhecidos pela vítima.

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