Rio - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, fez uma declaração polêmica nesta sexta-feira, durante a abertura do Seminário do Sistema Ferroviário, com o objetivo de discutir a presença de bandidos que deixaram as prisões e retornaram para as comunidades, como o traficante Adaulto Nascimento Gonçalves, o Pitbull, no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. O evento foi realizado no Flamengo, na Zona Sul.
"Vou me reunir com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, junto a bancada de deputados e senadores, para tentar conseguir meios de impedir que tais fatos aconteçam. O Rio não pode ter a mesma legislação do Acre", afirmou o governador.
Pezão falou aos jornalistas sobre os últimos acontecimentos no Pazão-Pavãozinho e disse que, na próxima semana, mais de 700 policiais militares estarão aptos para atuarem nas ruas.
"Nos últimos anos de nosso governo, passamos para 37 mil policiais e volto a afirmar que o Rio tem que ter mais segurança".
O governador falou também sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG do programa "Esquenta" e ressaltou que o delegado (Gilberto Ribeiro, da 13ª DP (Ipanema) que está a frente do inquérito é bastante experiente. "Confio no trabalho dele e na experiência".
Sobre a violência em Niterói, Pezão relembrou que, durante o feriadão da Semana Santa, permaneceu por vários dias no município da Região Metropolitana, reunido com o prefeito Rodrigo Neves e a cúpula da polícia, estabelecendo metas e planos de segurança da cidade. "Sempre que é preciso, enviamos reforços e, ainda poderemos criar nova Companhia Destacada em até em duas semanas".




