Por nicolas.satriano

Rio - Familiares e amigos deram adeus a Fabíola da Cunha Peixoto, de 26 anos, morta por 4 tiros na madrugada deste domingo, em Olaria. O sepultamento da jovem ocorreu no cemitério de Irajá, na Zona Norte, por volta das 16h desta segunda-feira.

Corpo de Fabíola da Cunha Peixoto foi sepultado na tarde desta segunda-feira%2C no Cemitério do IrajáReprodução Facebook

"Tiraram o único bem que eu tinha. Minha filha era tudo para mim". O desabafo, aos prantos, foi feito pela dona de casa Vera Lúcia Peixoto, quando soube que Fabíola Peixoto foi encontrada morta na casa do namorado, em Olaria. "Jamais imaginei que isso pudesse acontecer. Ela era tão jovem e inteligente... Uma pessoa tranquila, que não fazia mal a ninguém. Só queria saber por que fizeram isso com minha filha?", questionou a dona de casa

PM acusado se entregou na tarde desta segunda-feira

O cabo da PM Leandro Pinto de Carvalho é o principal suspeito da morte de Fabíola Peixoto. Ele teve a prisão preventiva decretada pela JustiçaReprodução Facebook

O principal suspeito do crime, o PM Leandro Pinto de Carvalho, de 36 anos, namorado da vítima, se entregou na tarde desta segunda-feira na sede da Divisão de Homicídios da Capital. O crime aconteceu na madrugada de domingo, na casa do policial, em Olaria, Zona Norte do Rio.

Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, Leandro foi indiciado por homicídio qualificado. No imóvel, policiais fizeram buscas e encontraram R$ 63 mil em espécie, além de jóias e um cheque de R$ 200 mil. Um laptop foi apreendido para perícia.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, testemunhas viram o casal chegando ao imóvel do PM por volta das 5h, na Rua Eleotério Mota. A mãe de Leandro presenciou a discussão e já prestou depoimento na DH. Ela confirmou que a briga foi ocasionado por ciúmes do filho. Fabíola foi atingida por disparos de uma pistola .40. Segundo o delegado responsável pelo caso, André Leiras, o corpo da dentista estava com perfurações de tiros no tórax e no braço. “São marcas claras de que ela tentou se defender”.

Afastado por problemas psiquiátricos

Leandro Pinto, que entrou para a Polícia Militar em 2000, está afastado de suas funções há quatro anos pelo setor de psiquiatria da corporação. De acordo com a PM, Leandro está licenciado para tratamento de saúde e, portanto, não poderia mais andar armado.

O pai de Fabíola era contra o namoro

Pai de Fabíola, Marcos Peixoto afirmou nesta segunda-feira que era contra o namoro da filha com o policial. Ele afirmou que o casal chegou a se separar após uma briga provocada por ciúmes, mas reataram depois. "Eu dizia pra ela: 'minha filha, esse rapaz me passa algo muito ruim, não volta'. Mas ela quis voltar mesmo assim", lamentou.

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