Rio - O policial militar Leandro Pinto de Carvalho, de 36 anos, principal suspeito da morte da dentista Fabíola da Cunha Peixoto, de 26 anos, assassinada com quatro tiros neste domingo, foi encaminhado para o complexo penitenciário de Bangu. Com base na perícia do local do crime e do depoimento da mãe do suspeito, o delegado Alexandre Herdy, da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) acredita que o inquérito está bem fundamentado.
Segundo Herdy, o policial não prestou depoimento, porque "ele parece estar com uma atitude que parece ser um surto psicótico". O delegado, contudo, não descarta a possibilidade de Leandro ser ouvido na prisão.
Depoimento indica crime passional
Para o titular da DH, delegado Rivaldo Barbosa, o depoimento da mãe de Leandro indica a motivação passional do crime. Segundo ela, Leandro chegou em casa com a namorada e discutiu com ela por causa do ex-noivo. Em seguinda, ela disse ter ouvido os disparos e saído desnorteada após ver o corpo da dentista caído no chão.
Durante a investigação, foram encontrados 17 cartuchos de pistola .40, a mesma arma utilizada no crime. Além disso, tudo que foi apreendido na casa do PM será encaminhado ao juiz.
O delegado Alexandre Herdyr disse ainda que enviará ofício à PM para saber se Leandro — que teve o porte de arma supenso enquanto passava por tratamento psiquiátrico —, conseguiu que a licença fosse liberada.
Corpo de dentista é sepultado no cemitério de Irajá, na Zona Norte
Familiares e amigos deram adeus a Fabíola da Cunha Peixoto, de 26 anos, morta por 4 tiros na madrugada deste domingo, em Olaria. O sepultamento da jovem ocorreu no cemitério de Irajá, na Zona Norte, por volta das 16h desta segunda-feira.
"Tiraram o único bem que eu tinha. Minha filha era tudo para mim". O desabafo, aos prantos, foi feito pela dona de casa Vera Lúcia Peixoto, quando soube que Fabíola Peixoto foi encontrada morta na casa do namorado, em Olaria. "Jamais imaginei que isso pudesse acontecer. Ela era tão jovem e inteligente... Uma pessoa tranquila, que não fazia mal a ninguém. Só queria saber por que fizeram isso com minha filha?", questionou a dona de casa
PM acusado se entregou na tarde desta segunda-feira
O principal suspeito do crime, o PM Leandro Pinto de Carvalho, de 36 anos, namorado da vítima, se entregou na tarde desta segunda-feira na sede da Divisão de Homicídios da Capital. O crime aconteceu na madrugada de domingo, na casa do policial, em Olaria, Zona Norte do Rio.
Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, Leandro foi indiciado por homicídio qualificado. No imóvel, policiais fizeram buscas e encontraram R$ 63 mil em espécie, além de jóias e um cheque de R$ 200 mil. Um laptop foi apreendido para perícia.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, testemunhas viram o casal chegando ao imóvel do PM por volta das 5h, na Rua Eleotério Mota. A mãe de Leandro presenciou a discussão e já prestou depoimento na DH. Ela confirmou que a briga foi ocasionado por ciúmes do filho. Fabíola foi atingida por disparos de uma pistola .40. Segundo o delegado responsável pelo caso, André Leiras, o corpo da dentista estava com perfurações de tiros no tórax e no braço. “São marcas claras de que ela tentou se defender”.
Afastado por problemas psiquiátricos
Leandro Pinto, que entrou para a Polícia Militar em 2000, está afastado de suas funções há quatro anos pelo setor de psiquiatria da corporação. De acordo com a PM, Leandro está licenciado para tratamento de saúde e, portanto, não poderia mais andar armado.
O pai de Fabíola era contra o namoro
O pai de Fabíola, Marcos Peixoto afirmou nesta segunda-feira que era contra o namoro da filha com o policial. Ele afirmou que o casal chegou a se separar após uma briga provocada por ciúmes, mas reataram depois. "Eu dizia pra ela: 'minha filha, esse rapaz me passa algo muito ruim, não volta'. Mas ela quis voltar mesmo assim", lamentou.




