Vigilantes da UFRJ aderem à greve

Trabalhadores reforçam paralisação da categoria e pedem pagamento de salários

Por bferreira

Rio - Os vigilantes que trabalham na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, entraram em greve na tarde de ontem. Eles reforçam o contingente da categoria que está de braços cruzados desde 24 de abril. O Sindicato dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Segurança (Sindvig Rio) marcou para hoje de manhã manifestação, em frente ao Hospital Universitário. O ato visa intensificar a mobilização por reivindicações, como reajuste de 10% e o pagamento do salário deste mês.

Para a manifestação, o sindicato espera a participação dos cerca de 120 vigilantes que atuam no Fundão. O encontro de hoje também pede que a UFRJ repasse recursos para o pagamento do salário de maio que, de acordo com a entidade, ainda não foi efetuado pela empresa Front. A companhia presta serviço à instituição de ensino.

Os trabalhadores querem 10% de aumento, correção do tíquete-refeição de R$10,10 para R$ 20 — a contraproposta é de R$ 13 —, pagamento do adicional de risco de vida retroativo ao mês de dezembro, quando o adicional de periculosidade foi regulamentado pelo Ministério do Trabalho, além de plano de saúde.

A UFRJ informou que a verba para pagar o salário de maio foi repassada para a Front, mas o sindicato não confirma .

Em nota, a Reitoria do Fundão garantiu que os serviços estarão restabelecidos. “A segurança na UFRJ é feita pela empresa terceirizada, pela Divisão de Segurança própria da UFRJ e, nas áreas externas, pela Polícia Militar”.

O Sindicato dos Bancários do Rio apoia a greve mas vê com preocupação o funcionamento das agências sem vigilantes. “Há algumas agências com apenas um ou nenhum vigilante e a Polícia Federal é clara no estabelecimento das normas bancárias de segurança”, informou em nota.

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