Rio Ônibus promete demitir rodoviários que aderirem ao 'catraca livre'

Protesto que libera a entrada gratuita de passageiros foi cogitado pela categoria em assembleia desta quinta-feira

Por paloma.savedra

Rio - O Rio Ônibus ameaça demitir os rodoviários que liberarem as roletas para os passageiros, sem cobrar pela passagem, como alternativa à greve. Chamado "catraca livre", o novo tipo de protesto foi discutido pelos rodoviários que não concordam com o acordo firmado entre o sindicato da categoria (Sintraturb) e o sindicato dos patrões, mas nada foi decidido.

Por meio de nota, divulgada nesta sexta-feira, o Rio Ônibus frisou que o ato é ilegal e pode constituir falta gravíssima. O Rio Ônibus afirmou que os funcionários que fizerem ' catraca livre' estão passíveis de demissão por justa causa, de acordo com a CLT.

Assembleia reúne 200 rodoviários dissidentes

Cerca de 200 rodoviários compareceram à assembleia no fim da tarde desta quinta-feira, na Candelária, mas não houve consenso sobre os rumos do movimento, que já promoveu três dias de paralisações dos ônibus do Rio. Um novo encontro foi marcado para a próxima terça-feira, às 16h, no mesmo local.

Passageiros têm enfrentado transtorno com a greve dos rodoviáriosCarlos Moraes / Agência O Dia

Alguns grupos isolados de rodoviários debatiam que, em vez de paralisação, motoristas e cobradores deveriam colocar os ônibus nas ruas e deixar as “catracas livres”, ou seja, não cobrar passagens. Maura Lúcia Gonçalves, uma das cinco líderes do movimento, no entanto, negou que essa proposta estivesse em avaliação. “Isso foi sugerido, mas podem acontecer demissões. Não posso pegar o ônibus, que é uma concessão pública, mas é da empresa, e fazer uma lotação.

Após a reunião, os motoristas e cobradores saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à prefeitura, mas, antes de chegar ao destino, decidiram acabar com a manifestação. Segundo os líderes da greve, a decisão foi motivada pelo medo de eventuais episódios de violência na manifestação contra a Copa do Mundo, realizada na Central.

“Não queremos vincular nossa greve a um ato político. Se a manifestação tiver confusão, vão associar nosso movimento à baderna. Não queremos isso”, disse Hélio Afonso Teodoro, quando o grupo parou na altura do cruzamento com a Avenida Senhor dos Passos.

A ideia inicial dos líderes grevistas era votar na assembleia de ontem uma nova paralisação, mas não conseguiram obter consenso sobre isso. 

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