Antiga fábrica da Zona Norte é implodida

Moradores de uma área de 150 metros no entorno da fábrica tiveram que deixar suas casas uma hora antes da demolição do prédio

Por karilayn.areias

Rio - Em menos de três segundos o antigo prédio da Fábrica de Cimento Rio Branco, instalado há 68 anos na Avenida Meriti, em Vista Alegre, foi abaixo, na manhã de ontem. A implosão do prédio principal e de anexos da antiga companhia foi considerada bem sucedida pela Construtora Votorantim, que pretende erguer um condomínio na área, que está abandonada desde anos 90. Para o procedimento, a Defesa Civil preparou um esquema especial de segurança que mudou a rotina de domingo de pelo menos quatro bairros da Zona Norte do Rio.

>>> GALERIA: Confira as fotos da implosão da fábrica na Zona Norte

Vizinhos da fábrica tiveram que deixar suas casas às 6h, uma hora antes da derrubada, e permanecer a pelo menos 150 metros de distância do entorno. Desde quarta-feira, vistorias cautelares nas residências foram realizadas e recomendações passadas aos moradores. Animais de estimação também tiveram que ser retirados das casas e os registros de energia, desligados. Após a implosão a Votorantim iniciou novas vistorias, a fim de conferir se alguma casa sofreu avarias e se haverá necessidade de ressarcimento.

Implosão ocorreu em três segundos Severino Silva / Agência O Dia

A implosão virou atração para moradores da região, que foram para o local fotografar a medida que muda a história do bairro. O fim do antigo prédio foi comemorado por moradores, que reclamam do uso do espaço, nos últimos anos, por usuários de drogas e dos casos de violência nos arredores. “À noite ninguém passava por ali. Além de concentrar marginais, o local era conhecido pelo grande número de ratos. Tomara que a construção de um condomínio traga mais urbanização”, disse a cozinheira Dirce Pacheco, que trabalhou na fábrica, na década de 80.

COGUMELO DE POEIRA

A nuvem de poeira que se formou no durante a derrubada, registrada por centenas de câmeras e celulares, foi contida por jatos d’água e equipes de limpeza que começaram a trabalhar logo depois. Mesmo assim, foi inevitável que a sujeira tomasse conta de muitas residências e carros nos arredores. De acordo com técnicos da Defesa Civil, parte de um muro projetado para a Avenida Meriti, já foi removido.

Moradores deixaram as casas às 6h e tiveram que permanecer%2C pelo menos%2C 150 metros de distância Severino Silva / Agência O Dia

Por segurança, o trânsito da região sofreu alterações desde cedo. Entre 5h e 10h, um trecho da Estrada da Água Grande foi fechado nos dois sentidos. A Avenida Meriti — que margeia o terreno — e o entorno da Praça São João Berchmans também ficaram fechados durante os trabalhos. Bairros como Irajá e Cordovil também sentiram os reflexos das interdições, com alterações no trânsito.


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