Rio - Aos 5 anos de idade a carioca Claúdia Dowek brincava com os lápis de cor que ganhava da mãe, na área de serviço de sua casa, enquanto sonhava em ser artista plástica. Neste sábado, aos 40 anos, formada em Design Gráfico e Artes pela PUC, ela terá uma obra exposta na primeira edição da ‘Mostra Rio de Esculturas Monumentais’ que começa às 15h, na Praça Paris, na Glória.
A exposição que vai até o dia 20 de julho, de segunda a sexta, das 6h às 22h, conta com 21 obras de arte de grande porte que ficarão ao ar livre, para visitas gratuitas. De acordo com organizador Paulo Branquinho — que há três anos vem trabalhando para viabilizar o evento —, o objetivo é sair dos grandes museus e popularizar arte: “Queremos levar cultura a diferentes pessoas. As obras exibidas em espaço aberto vão possibilitar isso e atrair um grande contingente”.
Paulo acrescenta ainda que a mostra veio para ficar. A segunda edição já está programada para 2015, quando o Rio de Janeiro comemora 450 anos. “Quero fazer exposições anuais, e em outras praças e parques, com a participação de artistas brasileiros e internacionais” comenta o organizador.
Dezessete artistas de vários estados brasileiros integram a exposição. Um dos nomes mais expressivos da arte mineira contemporânea, Jorge dos Anjos, montou obras geométricas, em ferro, com mais de três metros de altura e duas toneladas, cada. Com esculturas espalhadas pelos principais espaços públicos de Belo Horizonte, ele mostrará aos cariocas como tornar a cidade do Rio mais bonita aos olhos de seus moradores e de seus visitantes.
A artista Mercedes Lachmann resgatou, diretamente das profundezas da Baía de Guanabara, um barco afundado de 12 metros de comprimento. Ele será usado como base da obra dela. “A intenção é reforçar a forte presença que o mar teve naquele local”, diz Mercedes.




