Rio - A Universidade Federal Fluminense (UFF) concede, nesta quinta-feira, o título de Doutor Honoris Causa ao cineasta Roberto Farias, no recém reinaugurado Cine Arte UFF. A iniciativa foi do Departamento de Cinema e Vídeo da universidade, que solicitou o título para o cineasta e obteve sua aprovação no Conselho Universitário (CUV) no início de 2014.
O título de Doutor Honoris Causa é concedido a personalidades que, independente de sua formação acadêmica, tenham se distinguido pelo saber ou pela atuação em prol da cultura, educação ou humanidade.
Fluminense de Nova Friburgo, onde nasceu em 27 de março de 1932, Roberto Farias é diretor, produtor, distribuidor, empresário, articulador de políticas para o desenvolvimento do audiovisual. Sua trajetória profissional confunde-se, nos últimos 70 anos, com a própria História do cinema brasileiro. O cineasta dirigiu seu primeiro filme, “Rico Ri à Toa”, em 1957, e ganhou visibilidade com o clássico “Assalto ao Trem Pagador”, lançado em 1962.
Ao longo de sua carreira, dirigiu comédias como “Toda donzela tem um pai que é uma fera” e dramas como “Pra Frente, Brasil”, primeiro filme a abordar abertamente a tortura na Ditadura Militar. Nos anos 60 e 70, trabalhou com o cantor Roberto Carlos na direção dos filmes “”Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa” e “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora”. Atualmente, se dedica à produção televisiva e ocupa a cadeira de Diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema.
De acordo com a Universidade Federal Fluminense, a concessão do título ocorre por tudo o que Roberto Farias deixa enquanto exemplo a ser ensinado e absorvido por novas gerações de realizadores de audiovisual. "Raras vezes testemunhamos uma relação tão visceral entre uma obra e uma vida inteiramente dedicadas ao cinema brasileiro com tanto empenho e ressonância", esclaresceu a universidade.




