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Nestor Cerveró é preso pela PF ao desembarcar no Tom Jobim

MPF obteve a prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras, suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção

Por marcello.victor

Rio - O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cuñat Cerveró, foi preso preventivamente pela Polícia Federal, no início da madrugada desta quarta-feira, ao desembarcar de uma viagem de Londres, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

Ex-diretor da área internacional da Petrobras%2C Nestor Cuñat Cerveró foi preso no início da madrugada desta quarta-feira ao desembarcar no Rio de JaneiroDivulgação / Agência Brasil

O pedido de prisão foi obtido pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, sob a acusação de seu envolvimento em novos fatos ilícitos relacionados aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que foram denunciados recentemente órgão. Ele deve ser transferido para a Delegacia da PF de Curitiba, onde estão concentrados os outros presos na Operação Lava Jato, que investiga irregularidades na empresa.

Cerveró estava à bordo do voo 0249 da British Airways, que aterrissou pouco antes de 0h30 no Tom Jobim. De acordo com passageiros que estavam na aeronave, ele foi preso ainda no avião e retirado antes dos outros por três agentes da PF.

O ex-diretor da Petrobras passou toda a madrugada em uma sala especial determinada pela PF nas dependências do terminal aeroportuário, de onde seguiu em avião de carreira para Curitiba, onde estão presos outros acusados de participar da Operação Lava Jato.

Na terça-feira haviam sido cumpridos mandados de busca e apreensão na residência de Cerveró e de seus familiares, em função de seu envolvimento em novos fatos ilícitos, segundo nota do MPF.


NOTA DO MPF-PR:

MPF obtém prisão preventiva de Nestor Cerveró

Para MPF, há indícios de que o ex-diretor continua a praticar crimes e se ocultará da Justiça

O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cuñat Cerveró foi preso preventivamente, na madrugada desta quarta-feira (14 de janeiro), ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, Rio de Janeiro, quando chegava de viagem de Londres. Além disso, no dia 13 de janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência de Cerveró e de seus familiares, em função de seu envolvimento em novos fatos ilícitos relacionados os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que foram denunciados recentemente pelo Ministério Público Federal (Ação Penal nº 5083838-59.2014.404.7000). Cerveró deverá ser transferido para a Delegacia da Polícia Federal em Curitiba ainda hoje.

A prisão e as buscas foram obtidas pelo MPF durante o recesso judiciário. A prisão preventiva foi requerida porque há fortes indícios de que Cerveró continua a praticar crimes, como a ocultação do produto e proveito do crime no exterior, e pela transferência de bens (valores e imóveis) para familiares. Além disso, há evidências de que ele buscará frustrar o cumprimento de penalidades futuras. De acordo com informações fornecidas pelo COAF logo após o recebimento da denúncia e durante o recesso forense, o ex-diretor tentou transferir para sua filha meio milhão de reais - mesmo considerando que com tal operação haveria uma perda de mais de 20% da aplicação financeira. Cerveró também transferiu recentemente três apartamentos adquiridos com recursos de origem duvidosa, em valores nitidamente subfaturados: há evidências de que os imóveis possuem valor de mais de R$ 7 milhões, sendo que a operação foi declarada por apenas R$ 560 mil. Para o MPF, a custódia cautelar é necessária, também, para resguardar as ordens pública e econômica, diante da dimensão dos crimes e de sua continuidade até o presente momento, o que tem amparo em circunstâncias e provas concretas do caso.

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