Manifestantes fazem quarto ato contra o aumento da passagem

Protesto começou às 18h em frente ao Tribunal de Justiça do Rio

Por paloma.savedra

Rio - Cerca de 200 manifestantes participam de protesto, desde as 18h desta sexta-feira, no Centro do Rio, contra o aumento da passagem, no quarto ato promovido pelo movimento Passe Livre do Rio. Desde o dia 2 de janeiro, a tarifa, que era de R$ 3, foi reajustada e passou para R$ 3,40.

Os ativistas se concentraram em frente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ), de onde saíram em direção à Avenida Presidente Vargas. No momento, os manifestantes seguem pela via, no sentido Praça da Bandeira. O ato é acompanhado por policiais militares de diversos batalhões. 

Manifestantes fecham vias do Centro em ato contra reajuste das passagens

A decisão de começar o protesto no TJ foi motivada pelo julgamento dos 23 ativistas acusados de violência em protestos. Os manifestantes alegam que há perseguição ao grupo. 

No último dia 16, cerca de 500 manifestantes participaram do protesto contra o reajuste e se concentraram em frente à Câmara dos Vereadores do Rio. Outro ato, no dia 9, também fechou as ruas do Rio. Os manifestantes tentaram aind afazer um 'catracaço' na estação Central do Brasil da SuperVia. 

MP move ação para suspender cobrança

O aumento da passagem também motivou o Ministério Público do Rio a mover uma ação contra os consórcios que exploram o transporte. Segundo o promotor Rodrigo Terra, responsável pelo processo, o contrato entre o município e as empresas previa aumento para R$ 3,20. Por isso, o MP entrou com um pedido de liminar para suspender a cobrança do valor. A Justiça negou o pedido e o órgão já recorreu da decisão. 

Na decisão judicial, proferida em plantão judiciário, o magistrado alegou que, antes do posicionamento da Justiça, a prefeitura deveria se manifestar, justificativando as razões para o valor do aumento. Procurado, o MP não informou sobre as novas medidas a serem adotadas no processo.

Além disso, o Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu uma auditoria para analisar o aumento de 40 centavos na passagem. O órgão vai apurar se houve desobediência aos contratos.

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