Estudantes de todo o país lotam a 9ª Bienal da UNE, nos Arcos da Lapa

Festival estudantil da América Latina, que apresenta atrações gratuitas até sexta-feira, espera atrair mais de 12 mil jovens

Por nicolas.satriano

Rio - Desde o último domingo, o entorno dos Arcos da lapa ganhou novos sotaques. Reunindo estudantes de todo o Brasil, o maior festival estudantil da América Latina, a 9ª Bienal da UNE, espera atrair mais de 12 mil jovens diante de apresentações de grandes nomes da música, além de debates, mostras culturais e oficinas. O evento termina nesta quinta-feira.

Pelos palcos montados na Lapa, já passaram Arlindo Cruz, Pitty, Alceu Valença e Cidade Negra. Além das apresentações musicais, homenagens a grandes escritores e conversas com políticos e intelectuais movimentaram o espaço da Fundição Progresso. Nesta quinta-feira é dia do cantor Criolo se apresentar, às 22h, nos Arcos.

A estudante de Música Lindionara (E) veio do Ceará para o eventoAlexandre Brum / Agência O Dia

Junto com uma caravana de quase 400 pessoas, o estudante Brayan Rondon, de 20 anos, cruzou o país em uma viagem de aproximadamente dois dias, vindo de Mato Grosso. “Foi cansativo mas o pessoal fez muita festa. Já conhecia a Zona Sul, mas agora quero conhecer o outro lado da cidade, e não só aquele que a televisão mostra dos cartões postais”, disse o estudante, que fará uma visita ao Morro do Cantagalo nesta quinta-feira.

Estudante de Música do Instituto Federal do Ceará, Lindionara Souza, de 20 anos, pretende voltar para Fortaleza com mais bagagem. “Eu quero aprender mais política para criar uma base de pensamento e poder fazer um voto mais consciente nas próximas eleições. A cidade é linda e já ganhei até um apelido: Tieta”, afirmou.

Apesar dos sotaques do Norte e do Nordeste predominarem, gírias sulistas também se ouviam. “Minha caravana tinha 11 ônibus com 40 pessoas em cada um. Uma carreta tombou na pista e ficou tudo parado, imagina a festa”, contou a paranaense Rafael Pontes, de 22 anos, que aproveita a viagem para encher as redes sociais com fotos dos cartões postais.

Durante a tarde, o dançarino de passinho Vinicius Ferreira, de 16 anos, se aquecia para a apresentação que fez antes de show do Cidade negra: “É bom a gente ser mostrado com destaque assim porque leva as pessoas a refletirem sobre a nossa arte e acabar com o preconceito. Todos devem prestigiar”. Todas as atrações da Bienal são gratuitas.

Reportagem de Lucas Gayoso

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