Rio - "Foi o banco, foi o banco"! Foram com estas palavras e ao som o hino do Flamengo — time do coração do menino —, que a mãe, e os familiares de Cauã Braga Pedrosa, de nove anos, se despediram dele ao enterrá-lo na tarde deste sábado, no cemitério de Irajá. Cauã sofreu uma fatalidade e morreu após um banco de concreto, com cerca de 200 kg, cair sobre a sua cabeça. O pai da vítima, Ronaldo Carlos Pedrosa, muito abalado, disse que vai esperar o laudo oficial sair para tomar a decisão se vai processar ou não o colégio. “Em momento algum eu disse que processaria a escola. Agora é hora de esfriar a cabeça e esperar o laudo sair” Vamos esperar sair o resultado oficial e aí veremos o que vamos fazer. A gente ainda está muito abalado", comentou.
Num cenário de muita emoção, os colegas do menino estiveram presentes ao enterro uniformizados e portavam cartazes com dizeres de "vai deixar saudade". Cláudia, uma das mães das amigas de Cauã, disse que sua filha presenciou a situação e ainda encontra-se em estado de choque. "A minha filha viu tudo, infelizmente foi uma fatalidade", disse. Vinícius Nascimento, 18, primo de Cauã ,comentou que, além de flamenguista roxo, ele era um ótimo menino. "Ele era muito educado, respeitador, estudioso. Vai deixar saudades. Tínhamos combinado até de ir ao jogo no domingo, mas não vai dar", disse.
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Segundo os tios maternos da criança, o colégio prestou todo o apoio à família oferecendo assistência durante o acidente e durante o funeral, mas não foi necessário.
Caso
Cauã Braga Pedrosa morreu na manhã desta última quinta-feira (5), quando brincava com colegas durante o recreio no pátio do Colégio Souza Marques, em Cascadura, Zona Norte. Um banco de concreto, com cerca de 200 kg, caiu sobre a cabeça da criança. Testemunhas contam que a tragédia aconteceu porque o banco estava com a base rachada e bambo.
Reportagem de Marcelle Bappersi




