Marcha para Jesus ganha tom político

Deputados da bancada evangélica, além do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, participam de evento

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Milhares de pessoas ocuparam a Avenida Presidente Vargas neste sábado na Marcha para Jesus, o maior evento evangélico do calendário da cidade. Dez carros de som percorreram a via até a Apoteose, embalados por shows de música religiosa, em gêneros que variavam do romântico ao funk.

O evento foi capitaneado pelo pastor Silas Malafaia, que estava rodeado de membros da bancada evangélica no Congresso, entre eles o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), o senador Magno Malta (PR-ES), além do ex-candidato a presidente da República Pastor Everaldo (PSC).

GALERIA: Marcha para Jesus leva multidão ao Centro do Rio

Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e o senador Magno Malta (PR-ES) com o pastor Silas Malafaia na Marcha para JesusDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), compareceu ao evento, mas teve uma presença mais discreta. Ele não subiu nos trios elétricos, mas fez um breve discurso no palco montado na Apoteose. O deputado convocou os evangélicos a manifestar suas posições, mas adotou cautela ao discursar e preferiu um tom mais moderado do que seus pares, que falaram de forma inflamada contra o casamento gay e o aborto.

Um dos motes da marcha esse ano era o combate à corrupção, mas o assunto que mais empolgou os líderes foi a defesa do Estatuto da Família, uma das pautas que a bancada evangélica tenta emplacar no Congresso. O projeto determina que apenas homem e mulher podem constituir família e restringe a adoção por casais homossexuais. “Toda a história da civilização é pautada pela família tradicional. Família é homem, mulher e sua prole”, afirmou Silas Malafaia no palco.

Marcha para Jesus leva milhares de fiéis ao Centro do RioFoto%3A Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Segundo o senador Magno Malta, a bancada também vai trabalhar pela aprovação do Estatuto do Nascituro e por regras penais mais rígidas. “O projeto do Novo Código Penal é horroroso, é pior do que o atual. Queremos fazer um plebiscito para decidir sobre prisão perpétua para os crimes de corrupção, tráfico de drogas e pedofilia”, afirmou o senador, que também quer derrubar a decisão do Conselho Nacional de Justiça que permitiu o casamento gay no Brasil.

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