Plano da Prefeitura do Rio prevê menos favelas e aumento de escolas

Metas devem ser cumpridas até o fim de 2016 e têm ênfase também na questão do crack

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Um Rio mais sustentável e menos desigual. A proposta faz parte do novo Plano Plurianual de Ações (PPA) da Prefeitura do Rio. O documento, obrigatório por lei, detalha as principais frentes de trabalho do prefeito Eduardo Paes para os próximos dois anos. Até o fim de 2016, as secretarias e órgãos municipais se comprometem em aumentar o número de alunos nas escolas, recuperar áreas desmatadas, reduzir em 5% o tamanho das favelas cariocas, ampliar as ciclovias, recuperar crianças usuárias de crack e multiplicar a rede de saneamento na Zona Oeste.

Um dos programas detalhados no Diário Oficial, na última quarta-feira, pretende atingir 60% de cobertura de atenção em saúde mental, nos Centros de Atenção Psicossocial até 2016, priorizando adolescentes dependentes de álcool e crack. A medida foi aprovada pelo desembargador Siro Darlan.

Metas da Educação%3A R%24 18%2C9 bilhões para recuperar e construir escolas. Turno integral será reforçadoUanderson Fernandes / Agência O Dia

“Finalmente a prefeitura anuncia essa preocupação pelo olhar da saúde, pois evidentemente a questão das drogas não é de polícia e muito menos de Justiça”, reconheceu o magistrado, lembrando que se ações como essa tivessem sido adotadas com maior vigor, casos como a morte do médico na Lagoa poderiam ter sido evitados. “Esses jovens, em geral, passaram por abrigos e internações socioeducativas, mas o resultado, em sua maioria, é de um comprometimento mental sério”, diz.

Uma das ações na área de Meio Ambiente prevê a ampliação em 55% da rede coletora de esgoto na Área de Planejamento (AP5 ), na Zona Oeste da cidade, onde vivem 2,5 milhões de pessoas, sendo que apenas metade conta com saneamento. Quanto à reciclagem, a meta é coletar só 25% do lixo reaproveitável até 2016.

Na área de Educação, a prefeitura vai destinar o maior orçamento — R$ 18,9 bilhões — para tocar obras e programas, como o Fábrica de Escolas. A meta é garantir que até 2016, 35% dos alunos da rede municipal estejam em escolas de tempo integral. Segundo a secretária Helena Bomeny, a ampliação para turno de sete horas vai atender 227 mil alunos até 2016. “As escolas em tempo integral têm desempenho acima da média”, diz .

?OBJETIVOS

SAÚDE

Reduzir em 25% o tempo de espera nas emergências municipais; atingir 70% de cobertura do Saúde da Família; diminuir a mortalidade materna a 41 por 100 mil nascidos vivos e incluir todos os leitos municipais no sistema de regulação.

EDUCAÇÃO

Ter 35% dos alunos da rede municipal em tempo integral; abrir 60 mil vagas para educação infantil; reduzir para menos de 5% o analfabetismo dos alunos do 4º ao 6º anos e elevar o Ideb para 6 (0 a 10) nos anos iniciais e para 5 nas séries finais.

TRANSPORTE

Integrar todos os meios de transporte ao Bilhete Único Carioca; concluir as obras da Transoeste, Transcarioca, Transolímpica e Transbrasil; garantir 100% dos táxis nos padrões exigidos pelo Rio Boa Praça e equipar com ar-condicionado e acessibilidade todos os ônibus.

HABITAÇÃO

Construir 100 mil residências para famílias de baixa renda; reduzir pelo menos 5% das áreas ocupadas por favelas; remover 100% das casas em áreas de encosta até 2016; concluir até ano que vem o projeto Porto Maravilha; implantar UPP Social em todas as áreas pacificadas e levar o Morar Carioca a 156 mil domicílios.

MEIO AMBIENTE

Aumentar em 55% a rede coletora de esgoto na Zona Oeste; plantar 500 mil árvores em praças e parques; alcançar 450 quilômetros de ciclovias integrando-as aos modais e coletar 25% do lixo reciclável na cidade.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Atingir 60% de cobertura em saúde mental, com foco em crianças dependentes de álcool e crack e reduzir à metade a população carioca abaixo da linha de pobreza.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Conceder alvarás por meio eletrônico em até três dias; atrair R$ 1 bilhão de investimentos de empresas e abrir 7 mil quartos na rede hoteleira até 2016.

CULTURA

Valorizar o patrimônio cultura do Centro Histórico, como a Lapa e a Praça Tiradentes e dobrar a frequência de público nos espaços culturais da prefeitura.

?Colaborou: Flávio Araújo

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